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Opep obtém consenso para corte recorde da produção

Os países-membros da Opep, que fornecem mais de 40% do petróleo consumido no mundo, chegaram nesta quarta-feira a um consenso para um corte recorde de dois milhões de barris por dia de sua cota de produção de 27,3 milhões de barris diários (mbd) em reunião em Oran, na Argélia.

AFP |

"Há um consenso para reduzir a produção em dois milhões de barris por dia", declarou o ministro saudita de Petróleo, Ali Al-Nouaïmi, chefe de fato do cartel, pouco após a abertura desta reunião crucial.

Se for confirmada, esta baixa, a terceira em quatro meses, será a mais importante decidida pelo cartel desde à adoção do sistema de cotas de produção em 1982, segundo a Opep. Ela visa a tentar colocar fim à queda dos preços do cru. A última redução mais forte, de 1,7 milhão de barris diários, foi em 1999.

Pressionados pelos responsáveis da Opep a apoiá-los em seus esforços de estabilização dos preços, os países não-membros do cartel, como a Rússia e o Azerbaijão se disseram prontos a reduzir sua oferta. A Rússia fornece 12,6% do petróleo mundial, empatada com a Arábia Saudita.

O vice-primeiro-ministro russo, Igor Setchine, encarregado do setor de energia anunciou na terça-feira que não exclui a possibilidade de uma baixa de "300.000 a 320.000 barris por dia, se a situação atual dos preços continuar", e o Azerbaijão se declarou pronto nesta quarta-feira a cortar sua oferta em 300.000 barris por dia.

A Rússia não terá em contrapartida reunião em Oran sobre sua eventual entrada na Opep, indicou o vice-ministro russo da Energia, Anatoli Ianovski.

Mas o vice-primeiro-ministro russo, Igor Setchine, antecipou que a Rússia deseja o estatus de observador permanente da Opep para uma melhor coordenação com o cartel

"Iniciamos um diálogo regular sobre a energia com a Opep. Consideramos que um status de observador permanente da Opep viabilizará uma melhor coordenação", disse, durante reunião da Organização.

O secretário-geral da Opep, Abdallah el-Badri, afirmou terça-feira que esperava uma redução da produção dos países não membros de no mínimo 500.000-600.000 barris por dia.

A Opep está preocupada com sua impotência no controle dos preços, que caíram abaixo dos 40 dólares no início de dezembro em Londres, apesar dos dois cortes de sua produção anunciados desde setembro, de 2 milhões de barris diários no total.

O mercado questiona desta forma a capacidade de a Opep agir sobre os preços.

Apesar dos propósitos firmes dos responsáveis anunciados desde segunda-feira, o barril de cru, em Londres e em Nova York, terminou terça-feira em baixa, respectivamente, a 44,56 e 43,60 dólares.

Vários países-membros do cartel diretamente dependentes da indústria do petróleo, como Nigéria, Equador e Venezuela, estão sob pressão desde o desabamento dos preços da commodity, que caíram quase 70% desde seu recorde de 147 dólares o barril atingido em julho.

A preocupação sobre o consumo aumentou terça-feira com a publicação do relatório mensal da Opep que espera um recuo da demanda mundial de petróleo em 2008 e 2009.

ded-blb/lm

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