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SÃO PAULO - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) concordou, ontem, em manter inalterada a produção de petróleo do cartel, mas ministros disseram que cumprirão com maior rigor suas metas. O cartel volta a se reunir novamente no dia 28 de maio para reavaliar o equilíbrio entre a oferta e a demanda, disse o ministro de Petróleo do Catar, Abdullah al-Attiyah.

Por sua vez, a Líbia afirmou que a Opep cortará sua produção na reunião de maio se for necessário. Antes do encontro deste domingo, de quase seis horas, ministros da Opep disseram que o primeiro item a ser debatido seria um rigoroso cumprimento dos acordos acertados desde setembro para a redução da oferta em 4,2 milhões de barris por dia.

Mas alguns integrantes do grupo disseram querer uma redução maior para evitar maiores quedas no preço e o aumento dos estoques com a baixa demanda.

Na sexta-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Opep haviam reduzido suas previsões para a demanda por petróleo em 2009 pelo sétimo mês consecutivo e cortaram as estimativas de oferta, uma vez que a crise econômica mundial mina o consumo e os investimentos em novos campos.

As duas organizações preveem que a demanda vai cair em mais de 1 milhão de barris ao dia este ano. A AIE, sediada em Paris e consultora de 28 países, reduziu a sua projeção de consumo para 84,4 milhões de barris ao dia, um declínio de 1,25 milhão de barris em relação ao de 2008. A estimativa da Opep foi de uma queda para 84,6 milhões de barris por dia, um corte de 1,01 milhão de barris.

" O colapso da demanda tem sido assombroso, baseado no turbilhão da crise na economia mundial " , disse a AIE em seu relatório mensal sobre o petróleo, divulgado sexta-feira. Os países da Opep, que também publicaram na sexta-feira a sua análise mensal do mercado, disseram que a " terrível " situação econômica está provocando a queda. As duas organizações normalmente divulgam seus relatórios em dias diferentes.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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