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Viena, 15 - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu ontem manter os níveis de produção atuais, com alguns membros expressando preocupação de que uma nova redução iria colocar em risco uma economia global já bastante enfraquecida. O grupo, no entanto, reforçou entre os seus membros que os cortes na oferta anunciados no final do ano passado, de 4,2 milhões de barris por dia, devem ser completamente implementados, com objetivo de reduzir os elevados estoques globais.

Os ministros de petróleo disseram que a meta é que os membros reduzam os demais 800 mil barris/dia, que faltam para cumprir com os níveis acordados em dezembro, do mercado nos próximos meses.

Em seu comunicado oficial, a Opep disse: "A Conferência ficou preocupada em observar que a economia global está no meio da pior recessão econômica global em décadas, com a previsão de contração de 0,2% em 2009 sendo consideravelmente menor do que a previsão de dezembro de 2008, e os riscos de baixa dominando, especialmente na região da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico)".

Na sexta-feira, a Opep estimava que seus 11 membros produziram 25,72 milhões de barris/dia em fevereiro, volume que está acima do teto acordado em dezembro, que seria de 24,845 milhões de barris/dia. "Sentimos que seria prudente a busca do cumprimento total de nossos membros e uma avaliação de como as condições do mercado estarão em maio", quando o grupo se reunir novamente, disse o ministro de petróleo do Qatar, Abdullah bin Hamad Al Attiyah. "Existem muitas incertezas na economia global, com a demanda... Temos de estar ativos monitorando o mercado", acrescentou.

O presidente da Opep, José Maria Botelho de Vasconcelos - que também é ministro de petróleo de Angola -, não descartou um corte na produção no próximo encontro, em maio. "Todas as medidas são possíveis no nosso encontro de maio", disse Vasconcelos. Os próximos encontros da Opep serão nos dias 28 de maio e 9 de setembro, ambos em Viena. As informações são da Dow Jones.

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