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Opep mantém cota de produção e adia para dezembro decisão sobre corte

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve neste sábado no Cairo sua cota de produção em 27,3 milhões de barris por dia, e abriu a porta para uma redução da oferta em 17 de dezembro durante a reunião de Oran, na Argélia.

AFP |

"Não foi decidido um corte da produção", afirmou neste sábado o líder da delegação líbia, Chukri Ghanem, depois da reunião informal da Opep no Cairo.

"Os membros da Opep concordam com a decisão" tomada em 24 de outubro de baixar sua cota global de produção em 1,5 milhão de barris por dia a partir do dia 1 de novembro, declarou o ministro argelino do Petróleo, Chakib Khelil, que preside a Opep até o fim deste ano.

Em setembro, a Opep pedira a seus membros que respeitassem as cotas definidas, que significavam, na prática, um corte de produção de cerca de 500.000 barris por dia.

No discurso que pronunciou ao final da reunião, Khelil também ressaltou que "os ministros constataram com preocupação a deterioração contínua da economia mundial" desde o dia 24 de outubro, "assim como seu impacto na demanda de petróleo, que deve ser ainda mais baixa que o previsto no mês passado".

Os 12 países da Opep "concordaram em seguir acompanhando com atenção as evoluções do mercado até a reunião de 17 de dezembro em Oran, na Argélia", destacou o ministro argelino.

"Os ministros concordaram em tomar qualquer decisão suplementar para estabilizar o mercado no dia 17 de dezembro", concluiu ao término de sua breve declaração, preparando o terreno para um novo corte da produção nesta data, que seria o terceiro em quatro meses.

O secretário-geral da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), Abdallah el-Badri, foi ainda mais claro ao afirmar depois da reunião que existe na Opep "um consenso geral sobre uma ação para reduzir a produção durante a próxima reunião".

Segundo Raad Alkadiri, analista da PFC Energy, a Opep deu sinais de que o corte de produção, que será provavelmente decidido no dia 17 de dezembro, deverá ficar entre 1,5 e 2 milhões de barris por dia.

Badri se limitou a mencionar "um número significativo".

Os membros da Opep querem agir para tentar conter a despencada dos preços do petróleo, que perderam quase 70% desde seus recordes de julho, caindo sob a marca dos 50 dólares na semana passada, seu nível mais baixo em quase quatro anos.

Durante uma entrevista coletiva, Khelil destacou que os Estados membros do cartel estavam respeitando "em cerca de 85%" os cortes de produção decididos em setembro e outubro. "Todos os países aplicaram" estes cortes, insistiu.

Abdallah el-Badri, por sua vez, garantiu que a redução anunciada em setembro foi "respeitada em 100%", e disse que o corte de outubro tem uma taxa de respeito "incluída entre 57% e 80%".

A Opep precisa de "um respeito das cotas de mais de 80%", ressaltou, conclamando também "todos os países produtores de petróleo que não pertencem à Opep" a reduzirem sua produção.

Assim como o rei Abdullah da Arábia Saudita, ele considerou que um preço de 75 dólares o barril seria "razoável".

Entretanto, devido à deterioração da economia, ele não espera nenhuma forte alta dos preços "antes da segunda metade de 2009".

Para o Qatar, um preço mmínimo de 70 dólares o barril é "necessário", segundo o ministro do Petróleo deste país, Abdallah al-Attiyah.

Os membros da linha-dura do cartel, como o Irã e a Venezuela, preconizam um preço superior a 75 dólares.

ved/yw/sd

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