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Opep impedirá que preço do petróleo fique muito abaixo dos US$ 100

Londres - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) impedirá que o preço do barril deste produto caia muito abaixo dos US$ 100, diz o relatório de agosto do Centro de Estudos Globais para a Energia (CGES, em inglês), que alerta para o perigo de um corte acentuado da produção.

EFE |

O relatório destaca que o petróleo, que caiu mais de US$ 30 no último mês após beirar US$ 150 o barril em julho, baixou como conseqüência de um maior equilíbrio entre oferta e procura.

O CGES prevê que o preço desta commodity continuará descendo, já que considera que a Opep "não parece muito descontente" de ver como o barril tem caído nas últimas semanas.

No entanto, o documento ressalta que, embora não se espere que a Opep imponha oficialmente uma contenção da oferta em sua próxima reunião de setembro, o cartel atuará se o petróleo cair para muito além dos US$ 100.

Assim, o relatório da CGES diz que a Arábia Saudita - o maior produtor e exportador de petróleo do mundo -, que este ano aumentou sua produção para 9,7 milhões de barris diários, já deu mostras de que o aumento chegou ao fim.

A CGES alerta sobre o perigo de a Opep reagir à queda do petróleo "de forma exagerada" e baixe demais a produção, por isto não descarta que o barril possa voltar a aumentar em um futuro próximo.

O relatório afirma que este risco cresce com a visão "otimista demais" da Opep sobre o volume da produção dos países produtores que não fazem parte do cartel.

Segundo o centro de estudos, a Opep prevê que os países que não fazem parte do cartel aumentarão em 1,2 milhão de barris diários a produção entre o terceiro e o quarto trimestres deste ano, enquanto a CGES estima alta de apenas 500 mil.

Além de sua reunião ordinária de setembro, os membros da Opep terão uma sessão extraordinária em 17 de dezembro em Orã (Argélia) para examinarem a situação do mercado petrolífero.

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