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Opep faz seu maior corte de produção para elevar petróleo

Por William Maclean e Barbara Lewis ORAN, Argélia (Reuters) - Os ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo decidiram fazer o maior corte de produção da história na quarta-feira, reduzindo em 2,2 milhões de barris por dia o fornecimento de petróleo em uma tentativa de equilibrar a oferta com a decadente demanda.

Reuters |

Os 12 membros da Opep também querem desenvolver um piso para os preços, que caíram mais de 100 dólares depois do pico em julho acima de 147 dólares o barril.

O corte, que entrará em vigor a partir de 1o de janeiro, soma-se a reduções anteriores de 2 milhões de bpd definidos pela Opep em suas duas últimas reuniões. Isso reduz a meta de oferta do grupo para 24,845 milhões de bpd.

"Espero que tenhamos surpreendido vocês -- se não, temos que fazer algo sobre isso", disse o presidente da Opep, Chakib Khelil.

O petróleo caiu mais de 3 dólares para perto de 40 dólares após o acordo, depois de dados semanais dos EUA terem mostrado que os estoques no maior consumidor do mundo continuam a aumentar.

A recessão vem prejudicando a demanda mundial e os estoques do combustível estão inchando em todo o mundo. Os preços já caíram dois terços e analistas afirmam que o mercado de petróleo está sob a influência dos distúrbios financeiros globais.

"A economia mundial está controlando o preço mais do que qualquer coisa que a Opep possa fazer neste momento", disse Gary Ross, diretor-executivo da consultoria PIRA Energy. "Será difícil que os cortes tenham qualquer efeito em relação aos preços em um ambiente de deterioração econômica".

O corte, o terceiro neste ano, leva as reduções a um total de 4,2 milhões de bpd a menos na oferta da Opep, quase uma queda de cinco por cento na oferta mundial de petróleo. A Opep deve se reunir de novo em 15 de março.

A Casa Branca classificou a decisão da Opep como de "falta de visão" e afirmou que o cartel tem a obrigação de manter o mercado bem abastecido.

"Não está claro que as ações da Opep serão efetivas dada a mudança na demanda global e o comportamento dos membros da Opep quanto a cumprir os objetivos fixados pelo grupo", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto.

"A Opep tem a obrigação de manter o mercado bem abastecido e de avaliar a saúde da economia global, então esforços para limitar os benefícios de preços menores de energia são de pouca visão", disse ele.

(Reportagem adicional de Simon Webb, Katya Golubkova e Alex Lawler em Oran, Randy Fabi em Abuja e Tabassum Zakaria em Washington)

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