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Opep faz corte recorde de 3,25% na produção de petróleo

Oran (Argélia), 17 dez (EFE).- A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) bateu hoje um recorde para aumentar os preços do petróleo com um corte histórico de sua cota de produção e a mensagem aliada a reduções da Rússia e Azerbaijão, que a oferta mundial do ouro negro cairá 3,25%.

EFE |

A 151ª conferência ministerial da Opep terminou com a decisão do cartel de diminuir sua parcela oficial de produção em 2,2 milhões de barris diários (mbd), até 24,845 mbd, a partir de 1º de janeiro.

É o maior corte feito de uma só vez pela Opep, superior a marca anterior de março de 1999, uma redução de 1,72 mbd pactuada depois de o barril de petróleo cair a menos de US$ 10, e que surtiu plenamente o efeito desejado, pois um ano mais tarde, o preço disparou a mais de US$ 30.

Da mesma forma que então, os países-membros que participam do sistema de cotas se comprometeram hoje a "assegurar que sua produção será reduzida nas quantidades individuais pactuadas" para cumprir plenamente com a cota rebaixada em 8,05%.

Para isso, cada país deverá bombear 14,46% a menos que em setembro, antes de entrar em vigor a redução de 0,5 mbd estipulada esse mês e a de 1,5 mbd de 24 de outubro, pois os ministros tomaram como base a produção real de setembro, de 29,04 mbd, para fazer seus cálculos.

A redução de hoje superou as expectativas do mercado, que esperava uma redução de 2 mbd, no máximo.

Por outro lado, Moscou enviou a essa reunião uma delegação de alto nível, chefiada pelo vice-primeiro-ministro Igor Sechin, que anunciou que o barateamento do petróleo provocou uma queda de cerca de 320 mil bd nas exportações das petrolíferas russas.

O Azerbaijão, por sua parte, prometeu que retirará do mercado outros 300 mil bd, com o qual a mensagem saída da cidade mediterrânea de Oran, na Argélia, é que as provisões mundiais cairão em cerca de 2,82 mbd, ou seja, cerca de 3,25 %.

"O impacto da grave queda da economia global levou a uma destruição da demanda (petrolífera) com o resultado de uma pressão em baixa sem precedentes sobre os preços, que caíram mais de US$ 90 por barril desde o início de julho de 2008", destacaram os ministros da Opep em sua declaração final.

Advertiram ainda sobre o risco de que os preços continuem caindo e ameacem os investimentos requeridos para garantir a segurança energética no médio e no longo prazo.

O presidente em exercício da organização e ministro da Energia da Argélia, Chakib Khelil, não descartou a possibilidade que o corte recorde firmado hoje possa ser insuficiente, pois se espera uma queda da demanda mundial de petróleo nos próximos dois trimestres cuja gravidade dependerá de fatores incertos, como a evolução econômica e o clima.

"Estamos em uma situação de muita deterioração (...) e dispostos a aplicar outras reduções, se for necessário", disse Khelil em entrevista coletiva após a reunião extraordinária.

O presidente em fim de mandato da organização não quis dizer se estava satisfeito com as contribuições da Rússia e do Azerbaijão, mas expressou seu desejo de que "os países 'Não-Opep' contribuam tanto como os países da Opep" para reduzir a oferta, em vez de se limitar "a beneficiar-se o impacto" nos preços que houver pelo corte do grupo.

Os ministro do Petróleo de Angola, José Maria Botelho de Vasconcelos, assumirá no próximo ano a Presidência rotativa do cartel.

Esta foi a última conferência da Opep da qual participou a Indonésia, país que abandona a organização por ter se transformado em um importador líquido de petróleo. EFE wr-jg/jp

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