Diante de uma perspectiva de excesso de petróleo no mercado mundial, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) discutirá na terça-feira a possibilidade de diminuir a produção de seus países membros, informou nesta segunda-feira o presidente do cartel, o argelino Chakib Khelil.

"Haverá uma discussão sobre isso", disse Khelil, indagado sobre uma eventual decisão por uma redução da oferta petroleira na cúpula da Opep, que começa na terça-feira.

"Todo mundo concorda que haverá um problema de superabastecimento de entre meio milhão e um milhão e meio de barris diários no início do próximo ano", explicou Khelil, que também é ministro da Energia da Argélia.

Segundo a maioria dos analistas, a organização decidirá por um corte discreto de sua oferta real de petróleo para impedir que os preços continuem caindo, mantendo sua cota oficial sem mudanças para não assustar demais os consumidores em tempos de crise econômica no mundo desenvolvido.

Khelil argumentou que a recente recuperação do dólar e a conseqüente queda do preço do barril de petróleo "comprova a relação inversa entre o dólar americano e os preços" do ouro negro.

Quando o dólar cai, os investidores com moedas mais fortes compram mais petróleo para obter um maior retorno, o que por sua vez faz subir os preços do barril. No cominho inverso, como acontece agora, o dólar se recupera e a cotação do barril perde valor.

O preço do petróleo subiu mais de 100% nos últimos dois anos, alcançando no dia 11 de julho deste ano seu recorde histórico: 147 dólares.

Nos últimos dois meses, no entanto, os elevados preços enfraqueceram a demanda petroleira e o dólar se recuperou, provocando uma queda de 25% no preço do barril, que nesta segunda-feira fechou cotado a 106,34 dólares nos Estados Unidos.

Enquanto isso, o fantasma da recessão continua pairando sobre os países industrializados.

lbc/ap

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