A Opep discute se lançará um apelo para que os países que superam as quotas de produção oficiais estabelecidas pelo cartel as respeitem, tal como recomendou seu comitê de política interna (MMC), indicou nesta terça-feira Rafael Ramírez, ministro da Energia venezuelano.

Ramírez afirmou que o cartel manteria, apesar disso, seu nível oficial de produção em sua reunião desta terça-feira em Viena, que começou depois da 21h00 de Viena (16h00 de Brasília).

"Parece que não vai haver variação na produção" oficial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse Ramírez a jornalistas.

"Como se pronunciou o MMC", é preciso "fazer um ajuste dos níveis de superprodução existentes hoje no mercado, isso é o que deveríamos reduzir", afirmou.

Ramírez considera que o mercado tem atualmente uma produção excedente de entre um milhão e um milhão e meio de barris diários de cru.

"Espero que a decisão seja generosamente aceita pelos membros" da Opep, disse à AFP o ministro das Minas e Petróleos do Equador, Galo Chiriboga.

"Não respeitar as quotas implica desconhecer os fundamentos da Opep", acrescentou.

O ministro do Petróleo do Kuwait, Mohamed al-Olaim, se pronunciou no mesmo sentido que seus colegas de Equador e Venezuela.

"Dissemos não a um corte, mas os países devem respeitar suas quotas", disse Olaim.

O MMC é integrado por Irã, Kuwait, Nigéria e pelo secretário-geral do cartel. Em geral suas recomendações são aceitas pelo restante da Opep.

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