Viena, 17 mar (EFE).- A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu hoje manter inalterada a produção de petróleo dos países-membros em 24,84 milhões de barris diários, ao final da primeira conferência ministerial deste ano, realizada em Viena.

Um delegado da Opep afirmou à Agência Efe que o grupo decidiu "deixar tudo como está".

A decisão foi adotada pelos ministros dos 12 países-membros do grupo na 156ª Conferência Ministerial da Opep, pouco antes da interrupção da sessão plenária para uma cerimônia de inauguração da nova sede do secretariado da organização.

O anúncio é o esperado pelos mercados petroleiros depois que ontem todos os responsáveis do grupo se mostraram uníssonos em seu desejo de não fazer nada que possa dar "um sinal errado" aos mercados e perturbar assim uma situação que chegaram a qualificar de "feliz".

Com a decisão, a Opep prolonga a validade do forte corte de produção, em 14%, adotada em dezembro de 2008 em Oran (Argélia) para frear a queda dos petro-preços, que em seis meses tinham caído a menos de US$ 35 o barril desde os recordes de quase US$ 150 alcançados em julho de 2008.

A confirmação do limite de bombeamento de 24,84 mbd que abrange a 11 membros (todos menos o Iraque) implicaria o cumprimento de uma redução real da oferta, de quase 2 mbd que o grupo bombeia acima dessa cota.

No entanto, esse fato não impediu que o preço do barril de petróleo tenha se recuperado de forma sustentada, mantendo-se entre US$ 70 e US$ 80, o que satisfaz os produtores.

O presidente rotativo da organização e ministro equatoriano do setor, Germânico Pinto, destacou hoje em seu discurso de abertura que a decisão de Oran, adotada após o início da crise econômica financeira, ajudou a "restaurar a ordem e a estabilidade no mercado petroleiro". EFE wr/sa

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