Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Opep decide manter produção, apesar das quedas do preço do barril

Cairo, 29 nov (EFE) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu adiar para o mês que vem a decisão sobre um possível corte na produção da commodity diante da queda dos preços, enquanto figuras-chave do setor consideram que o barril a US$ 75 é um preço justo. Os ministros da Opep se reuniram hoje na capital egípcia em uma reunião informal que já começou com avisos de que se tratava de uma conferência consultiva. O encontro não estava previsto na agenda oficial da organização e foi convocado coincidindo com a conferência anual de ministros árabes do Petróleo, que ocorreu momentos antes no mesmo hotel do Cairo. No final da reunião, a Opep confirmou que mantém os atuais níveis de produção de petróleo, e avisou que qualquer mudança será analisada na próxima reunião ministerial, que será realizada em 17 de dezembro em Oran, na Argélia. A Opep, que fornece cerca de 40% do petróleo extraído no mundo, tem níveis de produção de 27,3 milhões de barris diários, estabelecidos na última reunião de Viena, em 24 de outubro. A decisão de manter a atual produção, por enquanto, foi anunciada em comunicado lido pelo ministro do Petróleo argelino, Chakib Khelil. A nota destaca que a reunião de hoje era consultiva e tinha como objetivo estudar o desenvolvimento do mercado de petróleo desde o último encontro de Viena, quando foi decidido uma redução de 1,5 milhão de barris diários. Ela expressa também a preocupação dos ministros com a cont...

EFE |

O representante saudita lembrou que a Opep já fez duas reduções "grandes" na produção e que agora deve "esperar e ver o impacto nos mercados".

"Faremos tudo o que for necessário para recuperar o preço", acrescentou.

Alguns países produtores, como o Irã, o segundo maior exportador da Opep, afirmam que sua economia pode funcionar com o barril a US$ 5.

No entanto, especialistas do setor acreditam que um valor situado abaixo dos US$ 50 pode representar problemas para o balanço de pagamentos dos países produtores, além de desencorajar o investimento no setor.

O preço de US$ 75 também foi apoiado no Cairo pelo secretário-geral da Opep e pelo ministro de Petróleo nigeriano, Odein Ajumogobia, que disse que a Nigéria ficaria "muito feliz com esses preços".

As duas reuniões do Cairo foram realizadas em meio à desordem de organização que costuma marcar as atividades oficiais no Egito. Não houve uma entrevista coletiva formal e os participantes foram abordados pelos jornalistas nos corredores. EFE jf/ab/db

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG