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Opep anuncia corte histórico de 2,2 milhões de b/d

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou oficialmente um corte de 2,2 milhões de barris por dia (mbd) em sua produção, ao término de uma reunião realizada nesta quarta-feira em Oran, na Argélia, na qual obteve também o apoio de dois países não membros, Rússia e Azerbaijão, que participaram do encontro como convidados.

AFP |

Esta redução passará a vigorar a partir do dia 1º de janeiro de 2009, segundo o comunicado oficial publicado depois do encontro. De acordo com o cartel, a oferta foi reduzida, no total, em 4,2 mbd desde setembro, levando em conta os dois cortes anteriores de 2 mbd.

Especialistas afirmam, no entanto, que as reduções anunciadas em setembro e outubro só foram implementadas pela metade, e apontam para o fato de não terem sido capazes de frear a queda dos preços.

"Estamos num contexto deteriorado", comentou o atual presidente do cartel, o ministro argelino da Energia Chakib Khelil.

A nova cota oficial da Opep, que fornece mais de 40% da produção mundial, é agora de 24,845 mbd, destacou.

"Fizemos mais do que vocês esperavam, espero que tenhamos conseguido surpreendê-los", acrescentou Khelil.

Após o anúncio da decisão do cartel, os preços do petróleo retrocediam nesta quarta-feira em Nova York ao nível mais baixo desde julho de 2004, com o barril de West Texas Intermediate (WTI) negociado a 40,20 dólares.

A Opep "concordou em cortar 4,2 milhões de b/d em relação à produção de setembro da Opep 11 (os 11 países membros do cartel com exceção da Indonésia, que deixará a organização em janeiro, e do Iraque, que não possui cotas de produção) de 29,045 milhões de b/d, que entra em vigor no dia 1º de janeiro", indicou Khelil.

Com o corte, a cota de produção da Opep fica em 24,84 milhões de b/d.

Desesperada com a demanda petroleira em queda livre, causada pela crise econômica mundial - que fez com que os preços despencassem 70% em relação a seu recorde, registrado em julho -, a Opep convidou para a reunião de Oran outros produtores que não integram o cartel (Rússia, Azerbaijão, Omã e Síria) para coordenar posições.

A Rússia, que disputa com a Arábia Saudita o lugar de maior produtor mundial de petróleo, prometeu um corte de 320.000 b/d em suas exportações caso a situação não melhore. Em novembro, Moscou já havia anunciado uma redução de 350.000.

O Azerbaijão também se declarou disposto a integrar o corte da Opep, declarou o ministro de Energia do país, Natik Aliev.

"Ajudaremos com até 300.000 b/d", afirmou na reunião.

lbc/yw/ap

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