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ONU pede medidas drásticas para evitar a extensão internacional da crise

Nações Unidas, 24 out (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje que sejam tomadas medidas drásticas para evitar que a crise financeira global se estenda às fracas economias dos países em desenvolvimento.

EFE |

"O perigo que enfrentamos é uma cascata de crise financeiras e isso requer de medidas drásticas", assegurou Ban em reunião a portas fechadas com os máximos responsáveis das diversas agências especializadas da ONU.

O secretário-geral assegurou que a era de auto-regulações dos mercados financeiros e as entidades bancárias tinha terminado, segundo uma cópia de suas palavras entregue à imprensa.

"O FMI (Fundo Monetário Internacional) e os bancos centrais do mundo poderiam ter disponíveis linhas de crédito para que os bancos no mundo em desenvolvimento também tenham fundos aos quais acudir em caso de emergência", disse.

Ban recalcou que esta crise financeira de escala mundial se combina com a crise alimentícia, a energética e a de desenvolvimento sofrida pela África.

O secretário-geral se mostrou preocupado com a possibilidade de que a provável recessão que esta crise financeira possa "desfazer o bom trabalho da ONU" em matéria de desenvolvimento.

Particularmente, o impulso para se chegar a 2015 os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), depois que na cúpula realizada na sede das Nações Unidas no dia 25 de setembro foram obtidos cerca de US$ 17,5 milhões em novas doações.

O temor de que uma próxima recessão mundial afete particularmente os mais pobres dominou a agenda de Ban nos últimos dias.

Na quinta-feira celebrou uma reunião de hora e média com um grupo de analistas, entre os quais se encontrava o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, para analisar que tipo de resposta global se precisa para enfrentar esta crise.

Além disso, Ban foi convidado à cúpula do G20 do dia 15 de novembro convocada esta semana pela Casa Branca para coordenar os esforços internacionais para devolver a estabilidade aos mercados financeiros.

Em entrevista coletiva após a reunião de hoje, o secretário-geral destacou que a prioridade das Nações Unidas neste contexto é evitar "que os menos responsáveis desta crise sejam os que mais a sofram".

Assegurou que todas as agências, entidades e programas filiados à ONU acertaram formar uma frente unida e promover uma mesma mensagem para a superação da crise e a reconstrução do sistema financeiro internacional. EFE jju/ma

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