México, 31 jul (EFE).- O diretor-executivo da Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/aids (Unaids), Peter Piot, afirmou hoje no México que o grande desafio para as empresas farmacêuticas que buscam uma vacina contra a aids será continuar investindo apesar de saber que ela poderá demorar entre dez ou quinze anos.

Em declarações à Agência Efe, o também secretário-geral Adjunto da ONU disse que é preciso continuar trabalhando em novos tratamentos com anti-retrovirais para combater uma epidemia que afeta 33 milhões de pessoas no mundo.

Piot, principal responsável pelo Unaids, se mostrou confiante em que, apesar das perspectivas não serem boas, "as empresas (farmacêuticas) invistam continuamente em novos tratamentos".

O diretor-executivo disse que é a favor de os países de desenvolvimento médio, onde ocorre a principal batalha de preços, conviverem com dois sistemas, um público com tratamentos subvencionados, e outro privado.

Na América Latina, dados das organizações Mundial e Pan-americana da Saúde (OMS e OPS, respectivamente), mostram enormes disparidades em determinados tratamentos combinados como 3TC/AZT/EFV.

Assim, em países como o México seu preço giraria em torno dos US$ 3.800, mais caro que no Brasil (US$ 1.300). EFE act/bm/plc

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