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ONU defende aumento da renda dos mais pobres contra crise de alimentos

Nações Unidas, 27 out (EFE) - O relator das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação, Olivier de Schutter, assegurou hoje que a solução para a crise de alimentos passa por aumentar a renda dos mais necessitados, e não simplesmente a produção agrícola.

EFE |

Em comunicado de imprensa após seu comparecimento anual perante a Assembléia Geral, Schutter destacou hoje que "a situação da fome no mundo é alarmante".

"O progresso em direção à consecução do primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (para 2015), erradicar a extrema pobreza e a fome, está retrocedendo em todas as regiões", ressaltou.

Ele advertiu contra a complacência com a redução, nos últimos meses, dos preços dos alimentos no mercado mundial desde seu pico, em junho.

Os valores ainda estão 65% acima dos níveis de 2002 e, atualmente, há 75 milhões de pessoas a mais que passam fome em relação a três anos atrás.

Além disso, os preços em muitos dos mercados locais aos quais recorrem os mais necessitados ainda se mantêm altos, o que tem uma séria repercussão na habilidade dos afetados em alimentar de forma adequada suas famílias e gastar em outras matérias, como a educação, disse.

Schutter ressaltou que a crise oferece uma oportunidade, se a solução correta for adotada e se lições forem aprendidas.

"O que esta crise demonstrou é que a luta contra a fome no mundo não deve ser confundida com o aumento da produção ou as tentativas de diminuir os preços a todo custo", apontou.

O relator defendeu concentrar os esforços da comunidade internacional em ajudar os pequenos produtores, pessoas que fazem trabalhos por um dia e pescadores para que aumentem sua renda.

Entre outras coisas, ressaltou a necessidade de assegurar que essas pessoas obtenham o maior lucro de seu trabalho e se reduz o abismo entre o que recebem e o que o consumidor paga no mercado.

O responsável da ONU destacou que as políticas públicas devem ajudar os pequenos produtores a aumentar sua capacidade de produção para que saiam da subsistência, protegê-los da volatilidade dos mercados e eliminar a concorrência desleal que os subsídios representam aos produtores nos países ricos.

Ao mesmo tempo, pediu mais programas de trabalho por alimentos nas zonas urbanas mais pobres nas quais não há oportunidades para comprar alimentos a seus atuais preços.

Schutter advertiu de que a comunidade internacional deve resistir à tentação de "voltar às práticas anteriores" e pediu que "um novo sistema" seja implementado.

"Devemos considerar o direito à alimentação como uma bússola que nos guie nessa empresa", acrescentou.

A ONU calcula que o encarecimento dos alimentos em 2007 e 2008 fez com que o número de pessoas que passam fome no mundo tenha aumentado para um bilhão. EFE jju/db

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