Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

ONU avalia que a crise é a pior dos últimos 70 anos

A Organização das Nações Unidas (ONU) avalia que a atual crise pode ser a pior dos últimos 70 anos no setor financeiro e o impacto sobre os países emergentes deverá ser maior do que se esperava. Podemos estar vivendo a pior crise em décadas, segundo as projeções que estamos fazendo internamente.

Agência Estado |

Não sabemos de nada parecido desde 1929. E o pior é que temos de reconhecer que não estamos ainda no fim dela. Há quem diga que não chegamos ainda no fim do poço", afirma Supachai Panichpakdi, secretário-geral da Conferência da ONU para o Desenvolvimento e Comércio.

Ex-ministro das Finanças da Tailândia, ele diz que a atual crise é "muito maior que tudo o que se viu nos anos 90, inclusive a crise asiática". Supachai viveu na pele as turbulências na Ásia em 1997. "Naquele momento, mantivemos nossos mercados abertos e isso ajudou. O que vemos agora é um abalo bem maior", ressalta.

"Não se trata apenas de uma crise no mercado de créditos. Essa é uma crise financeira que terá impacto em vários setores, inclusive no comércio, que deverá decrescer de forma importante. Já não há mais dúvida de que a recessão de fato chegará para muitos países. Alguns hesitam em admitir, mas já estão tecnicamente em recessão."

Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prefere manter intocadas suas previsões de crescimento. Segundo o secretário-geral da entidade, Angel Gurria, o sistema financeiro internacional pode se recuperar a partir do segundo semestre de 2009 e, para 2010, é possível até prever um crescimento de 3% para os países ricos. "Precisamos de regulação do mercado. Já está provado que algo precisa ser feito." Uma das preocupações é que a crise comece a atingir o crescimento dos países emergentes, até agora relativamente isolados da turbulência surgida nos países ricos.

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), em números apresentados ontem à ONU, confirma uma desaceleração no crescimento latino-americano. Mas ainda indica que a taxa será mais elevada do que a média do crescimento histórico da região nos anos 80 e 90.

Em 2007, o aumento do PIB foi de 5,7%. Neste ano, a taxa deve ser de 4,7%. Para 2009, 4%. Será o sétimo ano consecutivo de crescimento para a região, segundo a Cepal.

Para a entidade, a América Latina terá de apresentar uma taxa de crescimento de pelo menos 4% ao ano para conseguir reduzir a pobreza pela metade até 2015. "Todas as previsões terão de ser refeitas nos próximos meses", afirma Supachai.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG