A crise do sistema financeiro americano será o centro dos debates da Assembléia Geral das Nações Unidas, que será inaugurada nesta terça-feira, quando o presidente George W. Bush discursará sobre o tema.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abrirá os debates às 09H00 local (10H00 Brasília).

Pouco depois, em sua última aparição como presidente na tribuna da ONU, Bush tentará convencer o mundo que fez o máximo para evitar a propagação da crise financeira americana, e se despedirá de mais de 120 chefes de Estado ou de Governo preocupados com as consequências da tempestade econômica sobre o planeta.

"O que o presidente fará é explicar nossa proposta e assinalar que é audaz e decisiva", revelou a porta-voz Dana Perino.

Bush, que discursará às 14H30 GMT (11H30), também dirá como as organizações multilaterais podem contribuir na luta global contra o terrorismo e pedirá um maior apoio da comunidade internacional para a Geórgia no conflito com a Rússia.

Após Bush, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que também preside a União Européia (UE), falará igualmente sobre a crise financeira internacional, e insistirá na necessidade de se "moralizar o capitalismo financeiro", tema já tratado no ano passado nas Nações Unidas.

Apesar do enfoque financeiro, a Assembléia Geral deve discutir ainda os conflitos na Geórgia, Irã, Oriente Médio, Kosovo e Darfur, com intervenções de chefes de Estado como o iraniano Mahmud Ahmadinejad, o sérvio Boris Tadic e o georgiano Mikhail Saakachvili.

Ahmadinejad utilizará novamente a tribuna da ONU para questionar o papel do Conselho de Segurança e as sanções impostas ao Irã por seu programa nuclear, que os Estados Unidos afirmam ser uma fachada para a criação de armas atômicas.

Tadic pedirá à Assembléia Geral que consulte o Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) sobre a legalidade da declaração unilateral de independência de Kosovo, questão que já foi incluída na ordem do dia.

Saakachvili fará um apelo "de ajuda à comunidade internacional", após Moscou reconhecer a independência das regiões separatistas georgianas de Abkházia e Ossétia do Sul.

hc/LR

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