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ONS não vê ameaça a linhas de transmissão de usinas do Madeira

RIO - O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou que, mesmo que o leilão das linhas de transmissão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, venha a ser adiado, não haverá problema para cumprir o cronograma de obras para que as linhas estejam prontas quando as usinas começarem a gerar energia. O leilão está marcado para acontecer no Rio de Janeiro, no dia 31 de outubro, mas diversas empresas já procuraram o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com pedidos de adiamento, devido à crise financeira que encareceu o crédito internacional.

Valor Online |

"Se o leilão for adiado, será adiado por um período muito curto", afirmou Chipp. "Um mês ou dois meses, se for o caso, não será nenhum problema, porque dá para recuperar na construção. Em média, as obras de transmissão de alta tensão têm ficado prontas com seis meses de antecedência em relação aos prazos estabelecidos nos contratos de concessão", acrescentou o executivo, que participou do lançamento do livro Séries Econômico-Financeiras de Empresas de Energia Elétrica 2008.

O professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do Instituto de Economia da UFRJ e um dos autores do livro, não acredita no adiamento e ressalta que a maior conseqüência da crise internacional deverá ser um deságio muito baixo nas ofertas. Para ele, as subsidiárias da Eletrobrás deverão entrar em consórcios com empresas nacionais.

Castro acredita que a entrada de mais de uma subsidiária da Eletrobrás na disputa não vai contra a determinação da holding para que suas controladas não entrem como rivais em leilões. Segundo ele, como os investimentos necessários para as linhas são vultosos, nenhuma empresa deverá ser capaz de arrematar todos os lotes.

"Elas deverão fazer ofertas por lotes diferentes", afirmou, lembrando que a Eletrobrás está capitalizada, assim como empresas como a Cteep e a Cemig.

Chipp, do ONS, revelou ainda que os reservatórios das hidrelétricas no Sudeste/Centro-Oeste e no Nordeste deverão terminar o ano dentro dos níveis metas estabelecidos, de 53% e 35%, respectivamente. O diretor-geral acrescentou que não deverá ser necessário o religamento das térmicas a óleo, que estão paradas desde maio. Segundo ele, a expectativa é de que essas usinas permaneçam paradas durante o primeiro trimestre do ano que vem.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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