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ONS: consumo de energia elétrica cresce 2,8% em 2008

A carga de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) apresentou um aumento de 2,8% em 2008 sobre o ano anterior, informou hoje o Operador Nacional do Sistema (ONS). Em 2008, houve um consumo médio de 51.

Agência Estado |

870 megawatts (MW), ante 50.471 MW médios em 2007. O comportamento do consumo, segundo o ONS, oscilou pouco em relação à redução da estimativa de Produto Interno Bruto (PIB) no ano, a partir do mês de setembro, quando houve o agravamento da crise financeira.

Segundo o boletim da instituição, de janeiro a setembro, quando a estimativa do Banco Central para crescimento do PIB era de 6,2% (ante os 5,5% revisados) para o ano de 2008, o desempenho da carga de energia era de 3,4%.

Além do impacto da crise internacional no último trimestre de 2008, o ONS destacou outro fator que também teve influência no fraco desempenho, que foi o alto preço da energia elétrica no mercado de curto prazo, durante os meses de janeiro e fevereiro, resultante do atraso do início do período úmido. "Este fato inibiu a produção adicional dos setores industriais que utilizam de forma mais intensa energia elétrica, minimizando a complementação de seus requisitos de energia no mercado de curto prazo", diz o relatório da instituição, lembrando que durante esses meses também ocorreram aumentos na geração de energia proveniente de autoprodução sem uso da rede de transmissão ou de distribuição.

No Sudeste/Centro-Oeste, consumidores industriais de grande porte, que dispõem de capacidade de autoprodução, tiveram parte importante de seu consumo atendida dessa forma, ao contrário do que ocorreu nesse mesmo período de 2007. Também contribuiu para o baixo crescimento da carga o fato de que em 2008 houve utilização bem mais intensa dos recursos de geração térmica do que 2007. Como as usinas térmicas encontram-se localizadas próximas aos centros de carga, a malha de transmissão fica mais aliviada, o que contribui para a redução de perdas na Rede Básica.

Sudeste e Centro-Oeste

O pior desempenho foi da Região Sudeste e Centro-Oeste, que corresponde a 60% da carga consumida no País. Na região Sudeste/Centro-Oeste, a carga cresceu 2,3%; enquanto no Nordeste aumentou em 3,2%; Sul, 3,5%; e Norte, 4,1%. Segundo o ONS, o desempenho da carga de energia no Sudeste foi fortemente impactado pelas temperaturas, que se mantiveram amenas durante quase todo o ano. No primeiro semestre, a taxa de crescimento média verificada foi de 2%. No segundo semestre, a taxa verificada de 2,7% foi influenciada em maior grau pelo desempenho da atividade econômica da região, muito afetada pela crise internacional, levando setores de grande representatividade da indústria a tomarem medidas preventivas de redução de produção, como paralisações temporárias e antecipação de férias coletivas.

Sul

Na Região Sul, o comportamento da carga refletiu os efeitos da recuperação das atividades econômicas da região, especialmente o comportamento do setor de agroindústria, até o rebatimento dos efeitos da crise. No entanto, nos últimos meses, excesso de chuvas causando enchentes, a interrupção do abastecimento de gás natural para parte das indústrias pelo rompimento do gasoduto e a seca em parte do Rio Grande do Sul limitando inclusive o uso da irrigação, afetaram diretamente o comportamento da carga desse subsistema.

Nordeste

Na Região Nordeste o crescimento da carga foi influenciado principalmente pelo grande volume de chuvas acompanhadas de temperaturas amenas ao longo do ano. O consumo de energia desse subsistema tem sido impulsionado pelas atividades econômicas voltadas para o mercado interno, mas, também nesse subsistema, foi observada redução do crescimento da carga a partir de meados do mês de novembro de 2008.

Norte

Por fim, na Região Norte, segundo o ONS, merece destaque a expressiva participação de grandes consumidores eletrointensivos instalados na região, cuja produção é destinada basicamente ao mercado externo, e que mantiveram um elevado nível de requisito de energia durante todo o ano, além do aumento nas atividades econômicas regionais impulsionado pelo incremento da renda das famílias provocado pelos programas sociais do governo.

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