SÃO PAULO - O aumento da aversão a risco que marcou os pregões desta semana, com o estopim na quinta-feira, não dá trégua para os mercados. A sexta-feira não trouxe notícias negativas da Europa e mostrou, inclusive, dados favoráveis da economia americana, mas os investidores relutam em retomar as compras. As bolsas asiáticas e europeias já encerraram as operações no campo negativo e o mesmo rumo é percorrido pelos índices americanos e brasileiro. Próximo das 15h45, o Ibovespa recuava 1,31%, aos 62.584 pontos, com giro financeiro de R$ 6 bilhões.

SÃO PAULO - O aumento da aversão a risco que marcou os pregões desta semana, com o estopim na quinta-feira, não dá trégua para os mercados. A sexta-feira não trouxe notícias negativas da Europa e mostrou, inclusive, dados favoráveis da economia americana, mas os investidores relutam em retomar as compras. As bolsas asiáticas e europeias já encerraram as operações no campo negativo e o mesmo rumo é percorrido pelos índices americanos e brasileiro. Próximo das 15h45, o Ibovespa recuava 1,31%, aos 62.584 pontos, com giro financeiro de R$ 6 bilhões. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) chegou a operar na linha dos 61 mil pontos na mínima do dia. Com esse desempenho, o mercado acionário brasileiro acumula uma queda de 7,32%, ou de quase 5 mil pontos, na semana. Em Wall Street, os investidores reduzem suas posições pelo quarto dia seguido. Há pouco, o índice Dow Jones recuava 1,16%, enquanto o Nasdaq caía 1,94% e o S & P 500 se desvalorizava em 1,19%. De novo, apenas a notícia de que os Parlamentos da Alemanha, Itália, Espanha, França e até Portugal aprovaram a participarão dos países no pacote de ajuda à Grécia, que conta com um valor total de 110 bilhões de euros. Juntas, as nações já aprovaram o montante de 65,8 bilhões de euros e vale lembrar que o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordou em liberar outros 30 bilhões de euros. "Os investidores ainda estão com uma aversão a risco grande, por conta da questão da crise fiscal na zona do euro. Estão vendendo ações e comprando titulo do governo americano e dólar. A ajuda europeia já havia sido anunciada e os valores são suficientes para rolar a dívida grega que vence neste ano", comentou a analista-chefe da Spinelli, Kelly Trentin. Segundo a analista, a agenda fraca de indicadores da próxima semana deve levar os mercados a continuarem muito concentrados no desdobramento da crise. (Beatriz Cutait | Valor)

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