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OMC registra avanço inesperado nas negociações entre as sete potências

Um avanço inesperado nas negociações sobre a liberalização do comércio mundial parece estar se desenhando, nesta sexta-feira à noite, ao final de cinco dias de discussões entre o Norte e o Sul sobre a agricultura e os produtos industriais da OMC (Organização Mundial do Comércio).

AFP |

 

"Houve um avanço nas negociações entre a União Européia e seis potências comerciais (Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, Índia e Japão)", anunciou à AFP um diplomata, que não quis se identificar.

O porta-voz da OMC, Keith Rockwell, falou "de sinais muito encorajadores de progresso", mas não deu detalhes.

As discussões realizadas segunda-feira em Genebra pareciam próximas de um fracasso, mas os elementos de um acordo obtido a sete devem ser submetidos aos ministros de 30 outros países durante uma reunião no fim da tarde de hoje.

O conjunto dos 153 países membros deve aprovar o eventual acordo na OMC, onde prevalece a regra da unanimidade.

"Houve progresso, é verdade. Mas não é um acordo final", declarou o comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, durante uma pausa das discussões. Ele considerou "possível" a obtenção de um acordo.

Segundo diplomatas, o diretor geral da OMC, Pascal Lamy, fez novas propostas cifradas na esperança de chegar a um compromisso. Ele teria pedido aos EUA que melhorasse a oferta de limitar a US$ 15 bilhões por ano seus subsídios agrícolas.

Pascal Lamy convocou os ministros esta semana na espera de chegar enfim a um acordo sobre a agricultura e os produtos industriais, os dois pontos mais importantes da Rodada de Doha, lançada em 21 na capital do Qatar.

O fracasso desta semana pode significar um longo atraso, ou até mesmo um abandono definitivo, da rodada, que já deveria ter sido concluída em 2004.

A discussão opõe países em desenvolvimento, que querem o fim das políticas agrícolas dos países ricos, a estes últimos, que pedem em troca aos países emergentes que reduzir seus direitos aduaneiros sobre os produtos industriais.

A Índia foi criticada por estar sendo "inflexível". Em resposta, no entanto, o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, afirmou que seu país fazia prova de uma flexibilidade na negociação.

Mas uma divisão parecia se desenhar no campo dos países em desenvolvimento, onde vários contestaram a posição da Índia e do Brasil, que realizam o combate em nome do Sul nas discussões a sete.

"Defender nossas linhas vermelhas até o fim levará a um fracasso nas negociações", advertiu na quinta-feira à noite o ministro do Comércio da Costa Rica, Marco Vinicio Ruiz. "Não saiam desta sala justificando suas decisões em nome do interesse superior dos outros países em desenvolvimento", acrescentou.

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