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Apesar de ter reconhecido a iniciativa dos Estados Unidos de reduzir seus subsídios agrícolas, o ministro indiano do Comércio e da Indústria, Kamal Nath, disse que a proposta ainda é inadequada, no terceiro dia da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra.

"É preciso admitir que os Estados Unidos se mexeram", declarou o ministro indiano durante uma entrevista coletiva. "O fato de o movimento ter começado é um bom sinal", acrescentou.

Mais cedo, no entanto, Kamal Nath, um dos porta-vozes dos países emergentes na OMC, foi mais crítico, reforçando a posição do Brasil sobre a oferta americana.

"A oferta dos Estados Unidos em matéria de subsídios é totalmente inadaptada e sem relação com os preços atuais dos produtos alimentares nem com o que pedimos", havia declarado o ministro logo que chegou à sede da OMC, em Genebra.

Durante a coletiva, Nath se disse otimista sobre os resultados do encontro que reúne esta semana os ministros de cerca de 40 países. "Vamos ter que trabalhar muito nos três ou quatro próximos dias", ponderou.

Segundo ele, a atual crise mundial deve incentivar os 153 países membros da OMC a chegar a um acordo. "Nestas circunstâncias, é imperativo que todas as partes façam concessões para que possamos avançar nas negociações", destacou.

Susan Schwab, representante americana para o Comércio, anunciou terça-feira que os Estados Unidos estão dispostos a reduzir os subsídios agrícolas para menos de 15 bilhões de dólares por ano.

Sobre os produtos industrializados, para os quais os países ricos pedem aos emergentes como Brasil, Índia e África do Sul que abram mais seus mercados, Kamal Nath insistiu na importância para os países em desenvolvimento de "protegerem suas indústrias, cada vez mais competitivas".

ama/yw

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