A pedido do Brasil, a Organização Mundial do Comércio (OMC) anunciará nesta sexta-feira que vai convocar uma negociação para rever as regras de crédito à exportação, buscar alternativas e evitar a paralisia do comércio internacional.

Acordo Ortográfico Com a crise financeira, as transações internacionais dos bancos secaram, afetando diretamente o comércio. A entidade já prevê a primeira retração real de exportações e importações em anos.

Os economistas da OMC prevêem que não haverá só estagnação na expansão do comércio, mas a redução real dos volumes exportados nos próximos três meses, mesmo com as vendas de Natal. "Estamos vivendo uma miniparalisia", afirmou Michael Finger, um dos economistas da OMC.

A sugestão do Itamaraty era que as regras do crédito sejam flexibilizadas e OMC consulte bancos para um exame do "impacto do aperto de crédito no financiamento do comércio". O Brasil ainda quer um debate sobre as alternativas.

O diretor da OMC, Pascal Lamy, afirmou ontem que está em discussão com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para encontrar uma solução para as exportações. Hoje, ele deve anunciar a convocação de uma reunião de emergência com os chefes de organismos internacionais.

Lamy ainda defendeu a convocação de uma nova reunião, ao estilo de Bretton Woods, em 1944, para reformular o sistema internacional e passar a incluir os países emergentes, como o Brasil.

Na entidade, não é segredo que exportadores de commodities, como o Brasil, deverão ver uma queda na demanda. A União Européia divulgou resultados do segundo trimestre que apontam para a contração das exportações e importações. Os gastos com consumo privado diminuíram 0,2% na zona do euro e 0,1% nos 27 países da UE. Os investimentos caíram 1% e as exportações, 0,3%.

Com a desaceleração nos EUA e o dólar fraco ante o euro, os europeus passaram a ter dificuldades para vender seus produtos. No segundo trimestre, as exportações caíram 0,5%. Mas as importações caíram, demonstrando que a desaceleração na economia é real. O PIB da região do euro caiu 0,2% no segundo trimestre. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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