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OMC: ausência dos ministro indiano pesa na reunião de Genebra

A ausência de um dos quatro principais negociadores da reunião da Rodada de Doha da OMC, em Genebra, o indiano Kamal Nath, trouxe dúvidas nesta terça-feira sobre a verdadeira capacidade dos protagonistas de chegar a um acordo de liberalização do comércio global.

AFP |

Atrasado por um voto de confiança que ameaçava nesta terça-feira a sobrevivência do governo indiano, o ministro do Comércio e da Indústria deve chegar somente quarta-feira a Genebra, onde os ministros de 35 países estão reunidos para tentar concluir sete anos de negociações para a liberalização do comércio mundial.

Neste voto, organizado a pedido de partidos da oposição hostis ao acordo entre americanos e indianos sobre o nuclear civil, o governo indiano finalmente obteve a confiança do Parlamento.

"Este voto vai reforçar a posição do ministro Kamal Nath antes de sua chegada a Genebra", comemorou Rajeev Jain, porta-voz do ministro.

Segundo diplomatas em Genebra, a reunião deve conseguir poucos avanços no âmbito agrícola.

"Segunda, terça e talvez quarta-feira serão mais ou menos uma perda de tempo porque Nath não está aqui", disse um diplomata.

A ausência de Kamal Nath, um dos principais defensores dos países em desenvolvimento nas negociações e aposta dos camponeses pobres ameaçados pela abertura das fronteiras, está sendo prejudicial para a reunião ministerial, que começou segunda-feira em Genebra.

Kamal Nath, que rejeita as exigências de abertura dos mercados dos países emergentes pelos países industrializados, reforça a luta de seu colega brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Os dois mostraram determinação ano passado em Potsdam, interrompendo uma reunião com os negociadores americanos e europeus, Susan Schwab e Peter Mandelson.

Segundo o secretário de Estado indiano do Comércio, Gopal K. Pillai, que representa o país nas negociações a espera do ministro, Kamal Nath chega quarta-feira a Genebra.

No entanto, depois de Amorim afirmar que o primeiro dia da reunião na OMC foi "totalmente inútil", Pillai espera o início da verdadeira discussão "sobre os números".

"Temos a promessa de que vamos começar hoje a falar em números. Esperamos ter os primeiros números dos EUA e da União Européia", declarou à imprensa o secretário de Estado indiano, que espera que as duas maiores potências comerciais do mundo se comprometam a reduzir seus subsídios agrícolas e suas tarifas aduaneiras.

hmn-slb/lm

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