A Associação Nacional de Fabricantes dos Estados Unidos (NAM, na sigla em inglês) pediu nesta terça-feira aos países emergentes que aceitem a abertura de seus mercados dentro da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Após sete anos da Rodada de Doha, chegou o momento para as grandes nações comerciais, principalmente os países emergentes, que tanto se beneficiaram do sistema comercial mundial, de reconhecer que a OMC existe para abrir mercados, não para mantê-los fechados", argumentou o vice-presidente de Assuntos Econômicos Internacionales da NAM, Frank Vargo, em um comunicado.

"As fórmulas para cortar tarifas aduaneiras para os países emergentes chegou a um ponto em que praticamente não oferecem nenhuma perspectiva para os fabricantes americanos, nem para mais ninguém", alertou.

"Ao mesmo tempo, a fórmula que se aplicaria aos Estados Unidos nos obrigaria a cortar nossas tarifas aduaneiras pela metade", criticou Vargo.

"Por isso, é essencial que as fórmulas (de redução de tarifas) sejam acompanhadas por acordos setoriais robustos, que eliminem tarifas aduaneiras em grandes áreas como a maquinaria industrial, química, eletrônica e outros", acrescentou.

Os países participantes da Rodada de Doha não conseguiram chegar a um acordo em junho deste ano, em Genebra, devido à falta de acordo entre países ricos e nações em desenvolvimento sobre a agricultura e os produtos manufaturados, entre outros temas.

"É claro que a participação nestes acordos por setores é voluntária, e ninguém espera que as economias pequenas e frágeis os assinem", explicou.

"Mas, se os novos grandes exportadores industriais, como Brasil, China e Índia, não assinam acordos sectoriais, a Rodada de Doha não poderá funcionar", concluiu o representante da NAM.

jz/ap

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