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OMC anuncia sinais encorajadores nas negociações de Doha

GENEBRA - As negociações agrícola e industrial da Rodada Doha apresentam sinais muito encorajadores de progresso, anunciou no começo da noite em Genebra o porta-voz da Organização Mundial de Comércio (OMC), Keith Rockwell. As discussões entre os sete grandes - Brasil, Estados Unidos, União Européia, China, Índia, Japão e Austrália - evoluíram. Agora, os ministros de outros 30 países foram convocados para discutir com os sete.

Valor Online |

 

O ambiente mudou, de negociações penosamente lentas do começo da manhã, como alertara o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, para sinais de um acordo. No entanto, fontes eram prudentes, inclusive porque os outros países precisam aprovar o que for acertado entre os sete. Durante a tarde, a Índia e a União Européia faziam o principal confronto na área industrial, o primeiro não querendo abrir o mercado, o segundo querendo abertura considerada exagerada.

As indicações são de que os americanos aceitariam a limitar seu subsídios agrícolas a US$ 14,5 bilhões.

Etanol

A Unica, representante dos produtores de açúcar, pediu para o governo brasileiro lutar por cota representando 10% do consumo europeu de etanol até 2020. Isso daria 2,8 milhões de toneladas de etanol, o dobro do que a UE ofereceu ao Brasil em negociação bilateral em Genebra.

Segundo Bruxelas, a cota oferecida ao Brasil representa 1,4 milhão de toneladas entrando com tarifa abaixo de 10%, valendo comércio de US$ 1,6 bilhão.

O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, disse em seu blog na internet que ficou, porém, surpreso com a reação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante encontro bilateral a margem das negociações na OMC.

Mandelson contou que ele e a comissária européia de agricultura, Marian Fischer-Boel, deixaram claro que estavam prontos a explorar um acordo que poderia dar novo acesso significativo e de valor para as exportações de bioetanol brasileiro na UE, desde que houvesse reciprocidade com maior acesso para os exportadores europeus no mercado brasileiro.

"Surpreendentemente, visto a importância dessa questão em Brasília, Amorim pareceu afastar o valor dessa oferta para o Brasil", declarou Mandelson.

Negociadores brasileiros foram cautelosos na reação às declarações de Mandelson. A cifra de 1,4 milhão de toneladas é considerada significativa, ainda mais em comparação à cota geral que os europeus acenavam a princípio no caso de designar o etanol como produto sensível.

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