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Não é fusão, nem aquisição. O termo que os advogados encontraram para definir a associação entre o publicitário brasileiro Washington Olivetto e a rede de agências de propaganda americana McCann-Erickson, que integra a holding Interpublic, é união.

Não é fusão, nem aquisição. O termo que os advogados encontraram para definir a associação entre o publicitário brasileiro Washington Olivetto e a rede de agências de propaganda americana McCann-Erickson, que integra a holding Interpublic, é união. Hoje pela manhã, após a comunicação oficial aos funcionários, serão divulgados os termos do acordo fechado após cinco meses de negociação. A agência passa a se chamar WMcCann, sem o W/, que era a assinatura da agência. É uma deferência especial a Olivetto, um dos nomes mais conhecidos no meio publicitário mundial, e também uma forma de marcar que o contrato foi assinado com o profissional e não com sua agência. As negociações foram iniciadas no começo de novembro do ano passado. Em conversa com a reportagem do Estado, há pouco mais de três semanas, o responsável pela negociação desde o começo, Luca Lindner, diretor regional do McCann Worldgroup para América Latina e Caribe, explicou que ao acompanhar mais de perto a situação do mercado brasileiro, onde a McCann-Ericson vinha enfrentando perda de clientes e receitas, optou pela compra, fusão ou parceria com o que chama de uma grife bem brasileira. "Pesquisei e constatei que os 30 maiores anunciantes entre as maiores empresas brasileiras optam por ser atendidas por agências que tem uma cara brasileira, porque avaliam que assim a cultura local é melhor compreendida e transmitida nas mensagens publicitárias", disse ele. "A McCann não tem cara. Foi assim que sugeri à cúpula do grupo a compra de uma agência brasileira. No início, chegamos a cogitar até a Talent". A ambição da WMcCann no Brasil é voltar à liderança que ocupou por anos. A empresa pretende fechar o ano na 5ª posição, um salto ambicioso para quem hoje está na 11ª colocação, segundo o ranking por negociação de mídia do Ibope Monitor. Lindner diz que a América Latina responde hoje por cerca de 7% do faturamento global da rede.

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