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Santiago do Chile, 24 nov (EFE) - O reeleito diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o chileno Juan Somavía, considera que a América Latina deve alcançar consensos nacionais para enfrentar a crise econômica mundial. Sempre há problemas mais ou menos grandes, mais ou menos pequenos que nos dividem. Este é o momento de estarmos juntos, de encontrar soluções nacionais, disse Somavía desde Genebra, cidade sede da OIT, em entrevista publicada hoje no jornal chileno La Nación.

Somavía, de 67 anos, foi reeleito na semana passada para um terceiro mandato de cinco anos como principal responsável da OIT, o organismo especializado das Nações Unidas encarregado das relações trabalhistas que ele dirige desde 1999.

Este advogado e diplomata chileno assegura que a crise atual "gera a possibilidade de maior cooperação multilateral" entre os Estados, os organismos internacionais e as Nações Unidas, já que, em sua opinião, "é preciso mudar e trabalhar todos juntos".

"Hoje em dia, temos políticas independentes para problemas que são interdependentes", destacou Somavía, que aposta em coordenar todas as ações e "colocar junto ao financeiro, o comercial, o social, os assuntos do desenvolvimento e (...) tudo o que disser respeito ao trabalho".

Para ele, trabalhar pela justiça social e pelo trabalho decente "significa garantir que as empresas tenham acesso ao crédito para evitar demissões, preservar salários e encontrar recursos para recuperar-se da crise e assegurar o desenvolvimento sustentável".

No entanto, afirma que muitos países, incluindo determinados latino-americanos, "tiveram uma boa administração fiscal e orçamentária nos últimos anos e têm espaço para flutuar a economia e tudo o que se requer para a proteção".

Para ele, esses parâmetros estão dentro da agenda do denominado "trabalho decente" promovido pela OIT, baseado na promoção do emprego e da empresa, do diálogo e da proteção social, âmbitos da "economia real" sobre os quais incidiu a paralisia nas finanças.

Somavía defende o papel da OIT, criada em 1919, para enfrentar as dificuldades, já que engloba trabalhadores, empresários e Governos, e, em sua opinião, a agenda da entidade é adequada tanto para épocas de crescimento quanto para "abordar os efeitos negativos da crise".

EFE frf/db

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