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OIT: Diálogo social é a solução para a crise

Genebra, 18 fev (EFE).- O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavía, disse hoje que o diálogo social, e não a maior flexibilidade das demissões, deve ser a resposta para a crise econômica, enquanto alertou que está acontecendo uma recessão social.

EFE |

"Não necessitamos em princípio de maior flexibilidade para as demissões. Não é o momento de colocar em princípio uma medida, a desregulamentação, que já demonstrou que não é a melhor forma" de lutar contra a crise, declarou Somavía em um encontro com jornalistas.

O diretor-geral da OIT respondia assim a uma pergunta da Agência Efe sobre os pedidos da patronal na Espanha para baratear e facilitar as demissões.

"A experiência demonstra que quando acontecer diálogo social podem ser encontradas soluções de diferentes ordens, em cada empresa podem ser de diferentes formas", declarou Somavía, que ofereceu hoje uma conferência sobre a relação entre crise econômica e justiça social.

Acrescentou que o diálogo social deve acontecer em diferentes níveis, começando pelo nível nacional, tripartido, "essencial para ver que equilíbrios devem ser encontrados entre a queda da demanda - que é um fato objetivo - e o excesso de produção".

Porém, também deve haver um diálogo social em nível territorial ou local, pois "frequentemente é mais fácil que os atores da economia real em uma cidade ou comunidade entrem em acordo", acrescentou.

Somavía também alertou que a crise financeira mundial, que se traduziu em uma crise econômica real, já está causando uma autêntica "recessão social".

"Há elementos que mostram que está aqui e esta recessão social vem acompanhada de uma reação social", declarou para assinalar que os pacotes de estímulo econômico e apoio ao sistema bancário não devem deixar no esquecimento as famílias e as pequenas empresas.

Lembrou que antes da atual crise já "havia outra crise. Havíamos supervalorizado o mercado e havíamos subvalorizado o Estado", e "caso tivesse acontecido uma melhor relação entre produtividade e salários, agora nos encontraríamos em uma situação melhor". EFE vh/fal

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