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OIT avalia que Brasil será menos afetado pela crise

BRASÍLIA - Mesmo em vista da previsão de que entre 1,5 milhão e 2,4 milhões de pessoas possam ficar desempregadas na América Latina e Caribe diante da crise, a diretora do escritório da Organização Internacional do Emprego (OIT) no Brasil, Laís Abramo, avalia que o Brasil será uma das nações menos atingidas pelos efeitos nefastos das turbulências do mercado mundial. Segundo Laís, a crise afetará o crescimento do País, mas o risco de recessão é nulo.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |


Relatório Panorama Laboral divulgado nesta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que a taxa de desocupação urbana pode subir entre 7,9% e 8,3% em 2009 por conta da crise financeira que assola o mundo - o que significa entre 1,5 milhão e 2,4 milhões de pessoas a mais na fila dos 15,7 milhões de desempregados atualmente existentes.

O mesmo estudo aponta, porém, que apesar da crise ter começado no ano passado, o Brasil ainda conseguiu saldo positivo de 1,4 milhão de empregos com carteira assinada. Segundo Laís Abramo, a política de valorização do salário mínimo e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) podem explicar parte deste fenômeno.

Por fim, a OIT apresenta propostas para os países americanos enfrentarem a crise e o desemprego, como o estímulo ao diálogo social entre governos, empregadores e trabalhadores; a garantia dos direitos do trabalho, com especial atenção à possibilidade de recrudescimento do trabalho infantil, forçado ou degradante e das diversas formas de discriminação no emprego; e projetos intensivos em mão-de-obra.

Salário Mínimo

Dados do relatório da OIT revelam ainda que o salário mínimo no Brasil teve um aumento real de 3,2% em 2008. Do ano 2000 para cá, o aumento real foi de 54%. Para Laís Abramo, diretora do escritório OIT no Brasil, esta política de valorização do salário mínimo imposta no Brasil "teve forte impacto na redução das desigualdades de renda entre os mais pobres e os mais ricos, mulheres e homens, negros e bancos".

Este crescimento de 3,2% é menor do que a média do reajuste do salário mínimo na América Latina e Caribe, que foi de 3,7% em 2007. Porém, o relatório da OIT aponta que excluindo a Argentina, que registrou um incremento muito superior à média, o aumento das remunerações médias reais seria somente de 0,6%, inferior ao incremento da produtividade laboral média no período (1,2%).

O estudo registra ainda que diminuiu a porcentagem de trabalhadores que recebem menos de um salário mínimo por mês. Em 1992, 29,8% dos empregados recebiam nesta faixa salarial. No ano passado, apenas 21,6% tinham rendimentos no mesmo valor. Houve melhoras também na qualidade do emprego, uma vez que aumentou de 55% em 1995 para 61% em 2007 o número de profissionais cobertos pela previdência social. No Brasil, 62,2% da população urbana ocupada estava coberta pela previdência social em 2007. Em 1995 esse percentual era de 57,3%.

 

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