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Oi pode assumir dianteira da banda larga do governo

Depois de quatro meses batendo na tecla de criar uma superestatal para massificar a internet rápida no País, o governo decidiu que o Plano Nacional de Banda Larga será implantado em parceria com as empresas de telefonia. A confirmação vem apenas três dias depois de a Oi ter apresentado à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, uma proposta de assumir a dianteira do projeto.

AE |

Depois de quatro meses batendo na tecla de criar uma superestatal para massificar a internet rápida no País, o governo decidiu que o Plano Nacional de Banda Larga será implantado em parceria com as empresas de telefonia. A confirmação vem apenas três dias depois de a Oi ter apresentado à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, uma proposta de assumir a dianteira do projeto. <p><p>Para reforçar sua sugestão com o governo, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, se reúne hoje, às 14 horas, com o ministro das Comunicações, José Artur Filardi. Segundo uma alta fonte do governo, nessa nova configuração, a Telebrás fará apenas a operação no atacado, oferecendo capacidade de transmissão de dados a empresas privadas, que podem ser desde pequenos provedores a operadoras de telefonia celular, por exemplo.<p><p>Um técnico do setor afirmou que a Oi se propõe a cobrar R$ 35 pelos serviços de internet rápida daqueles clientes que já têm uma linha telefônica da empresa. Mas nos locais onde as ligações ainda tiverem de ser feitas, o preço ao consumidor final subiria para R$ 45. Esses valores, correspondentes a uma velocidade acima de 600 quilobits por segundo (kbps), seriam possíveis com contrapartidas do governo, na forma de liberação de recursos dos fundos setoriais das telecomunicações e eventual desoneração tributária.<p><p>A iniciativa da Oi abriu caminho para que o Palácio do Planalto voltasse a pensar numa parceria com as teles. Até porque, segundo um técnico que participa das discussões, o governo já vinha tendo dificuldades de fechar as contas para o lançamento do plano, diante das sinalizações da área econômica de que não seria possível mexer no orçamento deste ano para alavancar recursos para o programa.<p><p>O plano, sem as teles, contaria neste ano apenas com cerca de R$ 200 milhões, que foram aportados para a Telebrás no fim de 2007. Nesse caso, as metas de 2010, que já tinham sido redimensionadas para um projeto-piloto em 300 cidades, teriam sido reduzidas para 100 cidades. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>
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