O Brasil não pode se dar ao luxo de duplicar a infraestrutura de telecomunicações existente para fazer uma rede pública de banda larga, avalia o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco. Para ele, a solução mais adequada é uma parceria público-privada para popularizar o acesso à Internet rápida.

"Qualquer que seja o plano nacional de banda larga, tem que ser sustentável e eficiente. Nesse sentido, precisamos otimizar a infraestrutura existente", afirmou o executivo, que participou hoje da Futurecom 2009.


Falco disse a jornalistas que a proposta das teles para o plano nacional de banda larga deve contemplar velhas reivindicações do setor, como desoneração tributária, licitação de novas licenças e liberação de novas outorgas para exploração de serviços de telecomunicações.


Segundo ele, a soma das redes públicas e privadas faz todo o sentido para um País que precisa investir em outras áreas de infraestrutura. "Nos últimos quatro anos, as operadoras de telefonia fixa investiram R$ 11 bilhões em redes de transmissão de dados, com mais de 200 mil quilômetros de fibra óptica. As redes do governo têm só 17 mil quilômetros. A soma é melhor do que a substituição", afirmou, mostrando-se favorável ao uso das redes públicas no plano nacional de banda larga, contanto que esta infraestrutura não concorra com as teles privadas.


Para Falco, o governo deve estimular os investimentos do setor de telecomunicações e isso tem de passar pela desoneração de tributos na construção de novas redes de transmissão de dados. "Abrir mão de tributos que não dão receita hoje é fundamental", afirmou.

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