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Oi deve obter empréstimo-ponte de até US$ 1,5 bi nos próximos dias

NOVA YORK* - A Oi (ex-Telemar) deve fechar nos próximos dias um empréstimo-ponte de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão para concluir o financiamento da compra da Brasil Telecom (BrT). Segundo o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, o dinheiro já está assegurado e só falta assinar o contrato, o que deve acontecer provavelmente nesta semana.

Valor Online |

O executivo afirmou que o empréstimo tem prazo de um ano e não impede que a companhia busque opções mais baratas, caso as condições do mercado melhorem. Ele não quis revelar qual é o custo desse financiamento.

Com o empréstimo-ponte, a Oi completa a captação de recursos necessários para pagar o valor acertado pelo controle acionário da BrT (R$ 5,9 bilhões) e para fazer as ofertas obrigatória e voluntária aos minoritários dessa empresa. No total, a operadora deve gastar R$ 13 bilhões na operação, anunciada no fim de abril.

A Oi tinha planos de lançar US$ 1,5 bilhão em bônus de 30 anos no mercado internacional, mas precisou desistir da idéia por causa do agravamento da crise financeira. Desde então, passou a buscar alternativas para concluir o financiamento.

Numa apresentação a investidores na Bolsa de Nova York, Falco afirmou esperar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assine nesta semana o decreto que altera o Plano Geral de Outorgas (PGO), de forma a permitir a consolidação entre concessionárias de telefonia.

A mudança no documento é essencial para que a compra da BrT possa ser feita. Assim que o novo PGO estiver pronto, a Oi vai apresentar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o pedido de anuência prévia para a aquisição, disse Falco.

O executivo reiterou a avaliação de que há tempo suficiente para que esse trâmite seja concluído antes de 21 de dezembro, quando vence o contrato firmado entre os acionistas das duas operadoras. Conforme o documento, se a aquisição não estiver concluída até essa data, a Oi tem de pagar multa de R$ 490 milhões à BrT por rescisão contratual.

Questionado sobre o assunto por analistas, Falco afirmou que as sinergias provenientes da compra da BrT podem ficar entre 1% e 3% da receita da empresa. Segundo ele, a estimativa baseia-se na economia média que costuma ser obtida em aquisições de empresas desse porte.

A maioria desses ganhos de sinergia, de acordo com o executivo, poderá ser absorvida rapidamente, nos primeiros 12 meses após a conclusão do negócio.

Falco apontou processos internos, publicidade e negociações com fornecedores de equipamentos de telecomunicações como algumas das áreas com grande potencial de obtenção de economias.

(Talita Moreira | Valor Econômico, para o Valor Online)
*A repórter viajou a convite da Oi

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