A OHL Brasil, operadora de rodovias, revisou seus planos de investimento para 2010 devido ao atraso na obtenção de licenças ambientais

A OHL Brasil, operadora de rodovias, revisou seus planos de investimento para 2010 devido ao atraso na obtenção de licenças ambientais. Segundo o diretor de Relações com Investidores da empresa, Francisco Leonardo Moura da Costa, o valor inicialmente previsto, de R$ 1,062 bilhão, caiu para R$ 860 milhões neste ano. No primeiro trimestre, a companhia investiu R$ 128,6 milhões. "Muitas vezes não é possível obter as licenças no prazo desejado", afirmou o executivo, que participa hoje do 12º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais. Segundo Costa, o financiamento de longo prazo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está em andamento e os recursos devem ser liberados a partir do segundo semestre. O dinheiro será liberado na medida em que as obras forem executadas e os investimentos comprovados ao banco de fomento, e o primeiro contrato deve ser assinado no mês que vem, de acordo com o executivo. A OHL solicitou R$ 3 bilhões ao banco de fomento para financiar obras nas rodovias federais administradas pela empresa. Até o momento, a OHL tem contratado com o BNDES um empréstimo-ponte de R$ 1 bilhão, até que seja assinado o financiamento de longo prazo. Desse montante, já foram desembolsados R$ 870 milhões e o restante será sacado até o final de 2010. Os aportes de R$ 3 bilhões nas rodovias federais serão feitos em seis a oito anos contados a partir de fevereiro de 2008, início da concessão. Costa destacou que a empresa deve precisar de mais recursos para novos projetos no futuro, e pode considerar a emissão de dívida ou uma nova emissão de ações. Segundo ele, estes dois mercados ficaram muito voláteis devido à crise europeia, mas é preciso estar atento a novas oportunidades. No caso da emissão de dívida, a empresa optaria pelo mercado interno porque sua receita é em reais e a intenção é evitar um descasamento de moedas, segundo Costa. Em abril, a OHL captou R$ 1,1 bilhão em debêntures.

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