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OGX aposta em reservatórios do pós-sal para iniciar exploração

RIO - Em meio à excitação provocada no mercado brasileiro de petróleo e gás depois da descoberta da camada pré-sal, a OGX - empresa de exploração e produção de petróleo pertencente ao grupo EBX, do empresário Eike Batista - aposta nos reservatórios de óleo que espera encontrar acima da camada de sal no litoral brasileiro para ter sucesso em um ambicioso programa de produção de óleo. Com quatro sondas já contratadas, o cronograma de operação da empresa está adiantado e as perfurações devem começar em setembro, pelo sul da Bacia de Campos, onde a OGX arrematou sete campos na Nona Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2007. Focamos no pós-sal porque são reservatórios conhecidos, clássicos. Só na Bacia de Campos já se produziu 30 bilhões de barris, frisou o diretor Paulo Mendonça.

Valor Online |

"Nossa companhia se fez baseada em prospectos já conhecidos e já produzidos, com riscos muito inferiores. Se a sísmica mostrar oportunidades no pré-sal, será além do previsto", acrescentou.

Com cerca de R$ 7,7 bilhões em caixa para suportar o programa de exploração, o início da produção e ainda aproveitar possíveis boas oportunidades de aquisição ou associação, a companhia acredita que os recursos nos 22 blocos em que possui participação no litoral brasileiro podem ser superiores aos 4,8 bilhões de barris de óleo equivalente em recursos riscados admitidos.

De acordo Mendonça, os primeiros dados das sísmicas em três dimensões (3D) realizadas até o momento mostram que os recursos podem superar esses volumes. A companhia espera iniciar em setembro a perfuração no primeiro dos 51 poços que espera investigar nos próximos três anos e, até poder estimar reservas recuperáveis, trabalha com o conceito de recursos riscados, que considera os volumes potenciais, o fator de recuperação e o risco da exploração.

"O que se vê nas sísmicas é que há boas indicações de que o número pode ser maior do que esse (de 4,8 bilhões de barris)", frisou Mendonça.

O presidente da empresa, Rodolfo Landim, explicou que o início da produção poderá ocorrer no fim de 2011 ou início de 2012. Segundo ele, a companhia optará por utilizar uma plataforma do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), que permite a extração, armazenamento e a transferência da produção para navios, uma vez que o foco da companhia será a exportação.

De acordo com o diretor de desenvolvimento da produção, Reinaldo Belotti, assim que as sísmicas 3D estiverem prontas, a OGX vai a mercado para contratar a primeira FPSO da companhia.

"Precisamos apenas de alguns dados adicionais para irmos ao mercado em um momento extremamente oportuno, de baixa de preços, com vários FPSOs disponíveis. Mas não vamos fazer nada antes de a sísmica 3D estar pronta", explicou.

Landim explicou ainda que a empresa tem cerca de US$ 1 bilhão reservados para possíveis aquisições ou associações, a exemplo do que foi feito no campo BM-S-29, na Bacia de Santos, no qual a empresa comprou 50% de participação, associando-se à Maersk Oil.

"Temos reservado uma parcela dos recursos para, muito seletivamente, fazermos aquisições ou associações, mas apenas em condições muito boas", ressaltou Landim.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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