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Rio, 11 - O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, avaliou hoje que mudou o comportamento no preço do arroz, que agora registra queda após subir durante meses no atacado. É o caso das movimentações de preços do cereal beneficiado (de 7,60% para -3,05%); e do produto em casca (de 9,17% para -4,98%).

O arroz teve problema de demanda muito maior do que a oferta, há alguns meses, mas agora a oferta começa a se ajustar à procura - o que levou à redução de preços.

Segundo Salomão Quadros, a perda de força na inflação do setor industrial do atacado (de 2,55% para 1,38%) levou à taxa menor da primeira prévia do IGP-M de julho, que subiu 1,55%, em comparação com a alta de 1,97% apurada em igual prévia do mesmo índice em junho.

Esse cenário acabou por derrubar a inflação do setor atacadista, medida pelo IPA (de 2,35% para 1,97%). De acordo com ele, os preços dos produtos industriais foram influenciados por desaceleração de preços em óleo diesel (de 10,04% para 0,55%) e queda de preço em minério de ferro (de 27,56% para -0,04%), da primeira prévia de junho para igual prévia em julho. O economista lembrou que os preços desses dois produtos pararam de subir, visto que o impacto dos reajustes no diesel e no minério de ferro, realizados no primeiro semestre respectivamente pela Petrobras e pela Vale, já foi quase completamente captado pelo IGP-M.

Quadros comentou, ainda, que a taxa menor da primeira prévia também foi influenciada pelas desacelerações de preços no varejo, medida pelo IPC (de 0,60% para 0,42%); e na construção civil, apurada pelo INCC (de 2,72% para 1,38%). Mas foi o setor atacadista o maior responsável pelo aumento mais fraco de preços medido pela primeira prévia do IGP-M esse mês, segundo o economista.

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