RIO - A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que a entrada em operação dos terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) e o esperado aumento da produção de gás com o desenvolvimento dos campos da área do pré-sal pode levar a empresa a, no futuro, vender gás para o exterior, via mercado spot. De acordo com Maria das Graças, essas vendas dependeriam do volume de chuvas sobre os reservatórios das hidrelétricas, uma vez que o gás só será exportado caso haja pouca necessidade de geração de energia a partir de termelétricas.

O que está muito bem definido é que os terminais de regaseificação no Brasil e a produção de gás fora da costa trazem para o Brasil uma flexibilidade muito grande de suprimento e grandes negócios para a Petrobras atender, a título de spot, outros mercados, disse a executiva, lembrando que esse atendimento do mercado spot dependeria da afluência de chuvas.

O primeiro dos dois terminais de regaseificação de GNL da Petrobras será inaugurado amanhã, no porto cearense de Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O terminal permitirá a regaseificação de até 7 milhões de metros cúbicos de GNL por dia.

O navio regaseificador será o Golar Spirit, construído pelo estaleiro cingapuriano Keppel e afretado para a Petrobras por 10 anos, com possibilidade de renovação por mais 10 anos. O Golar Spirit tem capacidade de armazenar 129 mil metros cúbicos de GNL, o equivalente a 77 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Maria das Graças espera antecipar o fim das obras do segundo terminal de regaseificação de GNL, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Inicialmente previsto para ficar pronto entre maio e junho do ano que vem, a expectativa da diretora é conseguir aprontar o empreendimento em novembro.

A executiva confirmou que deve trazer mais navios regaseificadores além das embarcações da Golar - o Golar Winter atenderá o terminal do Rio de Janeiro - mas não revelou de que construtor.

Já a construção de um terceiro terminal dependerá, segundo ela, dos leilões de energia de A-3 e A-5 que ocorrerão em setembro.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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