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Oferta interna de adubo não crescerá no curto prazo, avalia Anda

Brasília, 15 - O diretor executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubo (Anda), Eduardo Daher, afirmou hoje que a oferta de fertilizantes agrícolas no mercado interno não crescerá no curto prazo. Os investimentos são muito grandes e não é possível apresentar uma solução no curto prazo.

Agência Estado |

O aumento da oferta só vira no médio e longo prazos", afirmou ele, durante audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Segundo Daher, a exploração de novas fontes de nitrogênio leva três anos e precisa de investimento de US$ 1 bilhão. Para o potássio, o período de exploração leva de cinco a sete anos e o investimento é de US$ 2,5 bilhões. No caso do fosfato, é preciso investimento de US$ 1,5 bilhão, no período de três a quatro anos.

Para 2009, ele aposta na ampliação na disponibilidade de nitrogênio, principalmente com maior oferta do produto por parte dos países árabes. Segundo o diretor, as importações de matérias-primas para fabricação de fertilizantes somou 7 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a maio deste ano. Em junho, as estimativas preliminares indicam a importação de 2,2 milhões de toneladas, o que deve elevar o total para 9,2 milhões de toneladas.

"Podemos ser criticados nesta audiência, e certamente seremos, mas não há risco de desabastecimento. Não há perigo de falta produto no mercado interno", afirmou.

Logística

Ele lembrou ainda dos problemas de logística que dificultam a importação. O desembarque dos produtos por Paranaguá somou 8,2 milhões de toneladas em 2007. Entre 2006 e 2007, as importações cresceram 45% e a produção interna 12%. No ano passado houve recorde de produção no Brasil, de 8,8 milhões de toneladas.

O presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fábio Meirelles, lembrou na audiência que o preço de venda da soja não consegue cobrir os custos totais de produção na safra 2008/09, como mostra um estudo da entidade. Ele defendeu o fim da cobrança do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante, que é de 25% sobre o custo de transporte.

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