São Paulo, 19 - A oferta elevada de frango no mercado interno ainda pressiona os preços do produto no atacado das principais regiões de produção e comercialização. As maiores praças da região Sul apresentaram as quedas mais elevadas na última semana para o produto congelado, com destaques para Erechim (RS), onde os negócios de hoje são fechados a R$ 2,553 por quilo.

Esse valor representa uma estabilidade em comparação aos negócios de ontem, mas uma queda acumulada de 5,76% ao longo dos último sete dias.

Dentro da mesma tendência os preços do frango congelado em Chapecó (SC) e Toledo (PR) também apresentaram queda na última semana. Na principal região de Santa Catarina, o quilo do frango congelado é negociado a R$ 2,824, queda semanal de 2,18%. Já no Paraná, as cotações registradas em Toledo são as mais baixas desde setembro. Hoje, os negócios são fechados a R$ 2,742 por quilo, queda de 0,58% em comparação às cotações de ontem e uma desvalorização de 1,19% no acumulado da última semana.

Em sentindo oposto aos preços no atacado, as cotações do frango vivo recebidas pelos produtores seguem em trajetória positiva. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, mostram que os preços do frango no interior paulista mantêm uma tendência de alta desde o início do mês. O quilo do frango vivo em São Paulo é negociado hoje a R$ 1,60, valorização de 6,7% em comparação à semana passada. Esse é o valor mais alto desde agosto deste ano.

Esse movimento é exatamente o oposto do registrado no atacado. O sentimento do mercado é de que há uma demanda nova que ainda não foi identificada com precisão. "Não tem muita lógica os preços da carne caírem e do frango subirem. O que explica isso pode ser algum comprador no mercado paralelo, que esteja fazendo grandes aquisições para atender algum comprador novo no exterior ou menos internamente", disse um analista.

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