Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Oferta da Votorantim pela Aracruz cria polêmica

A oferta da empresa de papel e celulose Votorantim para assumir o controle da rival Aracruz gerou polêmica no mercado. Ontem, ao anunciar acordo para comprar, por R$ 2,7 bilhões, as ações da família Lorentzen na companhia, o grupo avisou que não estenderia a oferta aos acionistas minoritários.

Agência Estado |

Por enquanto, a discussão traz mais dúvidas do que respostas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está avaliando o caso e ainda não tem previsão para apresentar seu parecer, segundo sua assessoria de imprensa.

Ex-presidente da CVM, o advogado Francisco Costa e Silva fez uma análise prévia. "Pelo menos a princípio cabe uma oferta. Embora seja uma transferência entre o grupo atual de controle, a empresa deixaria de ter controle compartilhado para ter controle concentrado, o que muda a sua configuração básica da empresa", diz Silva.

O controle da Aracruz é divido entre a Votorantim e as famílias Safra e Lorentzen. Cada uma das partes tem 28% do capital votante. No fato relevante, a Votorantim diz que, "tendo em vista que as transferências de ações decorrentes desta alienação serão apenas entre integrantes do atual bloco de controle, a aquisição das ações não requer oferta pública, uma vez que inexistirá alienação de controle da Aracruz." Para o advogado Renato Ochman, especialista em direito societário, a questão não está ganha. "O acordo de acionistas só existe hoje entre os Safras e Lorentzens. A Votorantim é um terceiro elemento. Sendo assim, tem alienação de controle", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG