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Oferta acompanha demanda e não gera inflação, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, aproveitou um discurso comemorativo dos 200 anos do Ministério da Fazenda, nesta terça-feira, para mandar um recado ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que definirá na quarta-feira o nível da taxa básica de juro (Selic). Segundo o ministro, a oferta de produtos tem acompanhado a demanda interna, o que não gera pressão inflacionária.

Agência Estado |

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A tese é oposta àquela defendida pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, para quem a forte demanda da economia é uma das razões do atual surto inflacionário.

A taxa Selic está hoje em 13% ao ano e a previsão de analistas de instituições financeiras é de que o Copom decidirá por um aumento de 0,75 ponto porcentual, elevando-a para 13,75% ao ano.

Mantega destacou a baixa vulnerabilidade externa do Brasil. "Com o esforço de todos, conseguimos colocar o Brasil na rota de crescimento. Um crescimento robusto, acima de 4%, de 4,5% e até de 5% como estamos tendo hoje", afirmou. "É um crescimento robusto e sólido, porque gera emprego e renda", continuou.

Mantega disse que o Brasil é uma potência emergente, graças às políticas do atual governo e de governos anteriores, que fortaleceram os fundamentos econômicos. Segundo ele, isto faz com que a economia, hoje, esteja sob controle, mesmo com um quadro econômico internacional adverso.

À tarde, Mantega voltou a alfinetar o presidente do BC, durante um seminário realizado pelo Ministério da Fazenda. Tendo Meirelles ao lado, Mantega disse que trabalha com a convicção de que o atual ciclo de crescimento econômico (do País) não será interrompido, embora tenha admitido uma menor queda da expansão da atividade no próximo ano em virtude das medidas que já foram adotadas para ajustar o Brasil ao cenário de crise internacional.

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, que participou do seminário, acha que há um "cabo de guerra" entre o Ministério da Fazenda e o Banco Centro em torno da taxa de juro. "Acho que o BC vai aumentar os juros para reafirmar a sua independência", disse Delfim. "Há uma grande dúvida sobre a demanda, mas sobre a inflação planetária não há dúvidas", acrescentou.

 

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