BRASÍLIA - A construtora Norberto Odebrecht já está trabalhando na desmobilização e entrega das obras no Equador que tiveram seus contratos suspensos por decreto do presidente Rafael Correa, segundo informou a assessoria da empresa em Quito, capital equatoriana. Foram suspensos os contratos das Hidrelétricas de São Francisco, Toachi-Pilatón e Baba, do projeto de irrigação Carrizal-Chone e do aeroporto regional de Tena. Os diretores da empresa que tiveram os seus vistos cassados pelo governo do Equador, Fabio Andreani Gandolfo, Fernando Bessa, Luiz Antonio Mameri e Eduardo Gedeon, também já se preparando para voltar ao Brasil nas 48 horas estipuladas pelo decreto. A suspensão dos direitos constitucionais dos diretores da Odebrecht no país, decretada em 28 de setembro, foi revogada.

No decreto, que foi assinado pelo presidente Correa na quinta-feira, também foi determinada a saída do país de Newton Goulart Graça, Ricardo Thadeu Gonçalves, José Francisco Farage, Carlos Reis e Devocir Magalhães, funcionários da Companhia Furnas - Centrais Elétricas.

O governo equatoriano alega que houve irregularidades na contratação do financiamento para a construção da Hidrelétrica de São Francisco, com o Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com superfaturamento do financiamento, com prejuízos para o Equador.

Ainda na última segunda-feira, a Organização Odebrecht se manifestou negando as irregularidades e se colocando à disposição para dar continuidade às negociações com o governo de Correa. Já Furnas afirmou que não há nenhum funcionário da estatal no Equador.

Atualmente, a Odebrecht tem 34 funcionários brasileiros trabalhando no Equador. No entanto, apenas os quatro citados no decreto devem deixar o país.

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