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Odebrecht propõe perícia independente em hidrelétrica no Equador

Quito, 17 set (EFE).- A construtora Odebrecht, ameaçada de expulsão do Equador por supostos erros estruturais em uma usina hidrelétrica, propôs uma perícia independente para determinar as responsabilidades no caso, informou hoje o jornal equatoriano Expreso.

EFE |

A Odebrecht propôs uma "análise técnica internacional independente" para atribuir responsabilidades e o lucro cessante (custo das perdas) pela paralisação da hidrelétrica de San Francisco, informou o jornal.

A proposta era analisada pelo Fundo de Solidariedade equatoriano para tomar uma decisão, pois o prazo fixado para a assinatura de um convênio de compromisso para a melhora do sistema terminou ontem.

"É preferível perder um dia e conseguir uma boa solução. O importante é que se chegue a um bom acordo", destacou Bernardo Enríquez, representante do presidente do Equador, Rafael Correa, no setor elétrico.

O presidente do Fundo de Solidariedade, Jorge Glass, disse que se a proposta for aceita, todas as condições devem ser oferecidas para que a "análise técnica internacional" possa determinar objetivamente todas as responsabilidades da Odebrecht na hidrelétrica de San Francisco.

O ministro de Eletricidade e Energias Renováveis equatoriano, Alecksey Mosquera, disse que independentemente do que for decidido, a Odebrecht terá que pagar os US$ 43 milhões anunciados como garantia, pois o prejuízo para o país é evidente, já que a usina está paralisada desde 6 de junho.

O secretário Anticorrupção equatoriano, Alfredo Vera, lembrou ontem que a construtora brasileira tem até 4 de outubro para reparar os danos na hidrelétrica, mas que o prazo para assinar um convênio sobre outros pontos já expirou.

Vera acrescentou que a Odebrecht terá que sair do país se cumprir as exigências do Governo, nas quais incluiu outros projetos desenvolvidos em outra hidrelétrica, um sistema de irrigação e um aeroporto.

"Se não regular San Francisco, então quer dizer que também não regulará outras coisas, e a decisão do Governo é rescindir os contratos de forma unilateral por falta de seriedade", ressaltou.

A hidrelétrica de San Francisco foi paralisada após a detecção de danos em sua construção, o que aconteceu um ano depois de a empresa brasileira entregar oficialmente a obra.

Com a paralisação da usina, o Equador deixa de contar com 230 megawatts, o que equivale a 12% da demanda energética do país.

As instalações de San Francisco estão ocupadas por militares há uma semana. EFE sm/wr/rr

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