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Odebrecht põe vietnamitas para tocar obras na Líbia

A Construtora Odebrecht está importando trabalhadores do Vietnã para tocar suas obras na Líbia, país que não tem oferta suficiente de mão-de-obra para atender à demanda do setor de construção. Pelo menos 120 vietnamitas já atuam nas obras do novo anel viário da capital do país, Trípoli, e o número deverá alcançar 540 até o fim deste mês, com a chegada de mais 320 pessoas, entre operários, técnicos e engenheiros.

Agência Estado |

A empresa brasileira também será responsável pela construção do novo aeroporto da cidade, cujas obras serão iniciadas em breve. O número de vietnamitas contratados deverá aumentar ainda mais, já que os dois projetos demandarão serviços de 5 mil pessoas até sua conclusão, prevista para 2011.

Rubio Fernal Ferreira e Souza, diretor da Odebrecht , disse ontem que a contratação de vietnamitas para trabalhar em outros países é facilitada pela existência de um programa de exportação de mão-de-obra, com empresas especializadas no recrutamento e organização de pessoas.

A contratação de trabalhadores no Brasil para prestar serviços no exterior é dificultada pelo aquecimento do mercado interno e problemas logísticos. "Não é fácil deslocar um contingente tão grande de pessoas", observa Souza.

O diretor da Odebrecht era um dos integrantes da missão empresarial que acompanhou a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vietnã, realizada ontem. Cerca de 25 empresários brasileiros participaram, com seus colegas vietnamitas, do seminário "Brasil-Vietnã: Construindo Novas Parcerias", pelo qual os dois lados buscam aumentar o volume de negócios entre seus países.

Em seu discurso, Lula destacou que o volume de comércio bilateral deu um salto de 650% entre 2002 e 2007, quando atingiu US$ 320 milhões. A meta é chegar a US$ 1 bilhão em 2010. Ainda assim, será um volume baixo, se comparado ao volume total do comércio exterior do Brasil e às trocas com outros parceiros.

O presidente ressaltou que as empresas de construção civil brasileiras têm grande experiência em países em desenvolvimento e podem atuar no Vietnã no momento em que crescem os investimentos em infra-estrutura e no setor imobiliário. Além da Odebrecht, a Construtora Andrade Gutierrez integrava a missão empresarial.

À noite, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o governo do Vietnã vai enviar ao Brasil uma missão para prospectar a compra de aviões civis e militares da Embraer. Mas ressaltou que não há nenhuma segurança de que o negócio será realizado.

A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e de biodiesel é outra área em que pode haver cooperação entre os dois países, afirmou Lula. Segundo o presidente, Brasília e Hanói analisam a possibilidade de fazer intercâmbio de alguns tipos de cana-de-açúcar que podem ser utilizadas na produção de etanol.

Brasil e Vietnã devem trabalhar juntos para alcançar um acordo de liberalização do comércio mundial que beneficie os países em desenvolvimento, destacou o presidente, se referindo às negociações para um acordo de abertura comercial global na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Isso é fundamental, principalmente quando existe o temor de que uma crise financeira aumente a pressão por medidas protecionistas", disse.

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