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Odebrecht e Equador negociam fim de contrato sobre hidrelétrica

Quito, 29 out (EFE).- O Conselho da província de Pichincha, no norte do Equador, anunciou hoje que negocia com a brasileira Odebrecht, expulsa do país em setembro passado, o rompimento do contrato para a construção da hidrelétrica Toachi-Pilatón.

EFE |

Byron Granda, gerente geral da Hidrotoapi, administradora do projeto hidrelétrico Toachi-Pilatón, que a Odebrecht iria construir, disse à Agência Efe que "desde 2 de outubro estão em reuniões" com delegados da empresa "para dar por concluída, de mútuo acordo" a liquidação desse contrato.

Toachi-Pilatón é um projeto levado adiante pelo Conselho provincial de Pichincha, onde fica a capital Quito, e cuja execução foi entregue à Odebrecht.

Em 23 de setembro, o Governo do Equador expulsou a empresa brasileira por não cumprir com a reparação de outra hidrelétrica, a de San Francisco, construída pela Odebrecht e que, segundo os equatorianos, apresentou falhas em sua estrutura.

Com a expulsão, o Estado assumiu outros quatro projetos que estavam a cargo da Odebrecht, entre eles a hidrelétrica Toachi-Pilantón.

O gerente de Hidrotoapi esclareceu que a negociação para a finalização do acordo Toachi-Pilaton se deve a um decreto presidencial que pediu às instituições, que entregaram as obras a Odebrecht, que "terminem os contratos em termos legais".

"Achamos que a melhor solução no caso Toachi-Pilatón é terminar de mútuo acordo", reiterou o funcionário da Hidrotoapi.

Um dos requisitos para terminar o contrato é que a construtora realize a "devolução" de um adiantamento dado pelo Estado no valor de US$ 112 milhões, para que comece a construir a obra, que tem um custo total de US$ 336 milhões, segundo Granda.

No entanto, segundo ele, até o momento, se "efetua uma avaliação dos trabalhos feitos pela Odebrecht no projeto Toachi-Pilatón", para calcular qual é o montante que deve ser devolvido à empresa.

A construção da Toachi-Pilatón começou em março passado e, desde então, a Odebrecht já tinha avançado na execução de 60% das vias de acesso à usina, acrescentou Granda.

A Hidrotoapi estima que a Odebrecht "gastou cerca de US$ 10 milhões, dos US$ 112 milhões que receberam", disse Granda, embora tenha ressaltado que o valor "pode variar".

Fora isso, a empresa equatoriana indicou que a Odebrecht entregou um relatório no qual detalha que as despesas da construção das vias de acesso chegaram a US$ 23 milhões. EFE jc/rr

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