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Odebrecht diz que sócios no Equador recusaram acordo com o governo

SÃO PAULO - Sócias da Odebrecht no consórcio que construiu a usina hidrelétrica San Francisco, no Equador, a francesa Alston e a austríaca Vatech se recusaram a assinar um acordo com o governo local, pelo qual se responsabilizariam, juntamente com a Odebrecht, pelos reparos no empreendimento, cuja paralisação acabou gerando a expulsão da construtora brasileira do país vizinho, bem como o embargo de seus bens. A explicação consta de uma nota enviada nesta quarta-feira pela Odebrecht, na qual a empresa afirma ter concordado em assinar tal acordo, ao contrário de suas sócias.

Valor Online |

 

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Entre os itens do acordo estavam o custeamento de cerca de US$ 25 milhões referentes aos reparos, além da extensão por um ano da garantia contra defeitos futuros e de cinco anos para os reparos que seriam realizados.

Também estava previsto um depósito de US$ 43,8 milhões para garantir as responsabilidades do consórcio relativas ao pagamento de multas por eventuais paralisações da usina, bem como uma transferência de garantia adicional dos equipamentos.

No entanto, segundo a Odebrecht, Alston e Vatech - "por decisão empresarial soberana e legítima" - optaram por não assinar o documento, "face ao aumento significativo dos limites e riscos contratuais e a insegurança jurídica". A empresa brasileira informou ainda que o governo equatoriano não aceitou que apenas a Odebrecht assinasse o acordo e acabou militarizando as instalações da empresa durante a negociação entre os sócios.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Vatech informou que a empresa não foi comunicada oficialmente pelo governo equatoriano e que por esse motivo não assinou o documento. Até o momento da publicação, a Alstom ainda não havia se manifestado oficialmente.

A Odebrecht também informou que seus bens foram embargados antes do prazo estimado para a retomada das operações da usina, programada para o próximo dia 4. Queixou-se ainda do fato de seus demais bens no país vizinho (duas hidrelétricas, um aeroporto e um sistema de irrigação) terem sido embargados sem motivo aparente, visto que não apresentavam qualquer irregularidade.

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