Rio de Janeiro - A construtora Odebrecht lamentou nesta segunda o decreto assinado pelo presidente do Equador, Rafael Correa, que cancelou os contratos da empresa no país, que incluem duas hidrelétricas e um aeroporto.

Em comunicado, a empresa afirmou que os quatro acordos cancelados pelo governo equatoriano "não contêm irregularidades" e lembrou que foram assinados ou revisados pelo presente gabinete e aprovados por organismos estatais.

O Equador paralisou hoje as hidroelétricas de Toachi-Pilatón e Baba, o projeto de irrigação Carrizal-Chone e o aeroporto regional de Tena.

Em 23 de setembro, o governo do Equador anunciou a expulsão da Odebrecht, acusada de não ter feito os consertos da hidroelétrica San Francisco, paralisada desde junho.

Quanto a esta obra, a empresa reiterou que "desde 2 de outubro", data "anterior ao prazo previsto", resolveu os problemas que surgiram e que obrigaram à paralisação da central, inaugurada no final de 2007.

Em outro comunicado emitido na semana passada, a companhia ressaltou que, depois da militarização de suas obras, aceitava "todas as exigências" do Governo equatoriano para evitar sua expulsão do país e preservar a integridade de seus bens e de seus colaboradores.

A Odebrecht disse hoje que, a partir de agora, vai analisar os aspectos jurídicos e técnicos do decreto antes de anunciar "os próximos passos" que tomará, mas insistiu em que se "propõe" a colaborar com o Executivo equatoriano para "que se chegue a um bom termo, de comum acordo" entre as duas partes.

A construtora também afirmou que "aguarda" a chegada ao Brasil de seus funcionários, que estavam retidos no Equador desde o fim de setembro, e os quais tiveram seus vistos revogados hoje pelo Executivo equatoriano.

O Equador também ameaçou expulsar do país a Petrobras, caso essa se negue a se adaptar à nova legislação equatoriana em matéria de hidrocarbonetos, apesar de, no fim de semana passado, o presidente equatoriano, Rafael Correa, ter elogiado o comportamento da companhia.

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