Quito, 20 set (EFE) - A empresa Odebrecht, que foi ameaçada de expulsão do Equador por erros na operação de uma central hidrelétrica, permanecerá no país, após as negociações com o Governo equatoriano nas quais aceitou grande parte das condições, publica hoje o jornal Expreso. A Odebrecht aceitou pelo menos 90% das exigências do Estado, segundo o periódico. O que abriu o caminho para o acordo é que a Odebrecht depositou ontem (sexta-feira) nas contas do Estado o valor do lucro cessante, calculado até o momento em US$ 16 milhões, o resto será quitado em outubro, quando terminar o conserto da hidrelétrica San Francisco, indica. Além disso, devolveu US$ 13 milhões, os quais recebeu por aceleramento da obra. Também aceitou assumir todos os custos de conserto da central afetada e dos acertos que forem feitos agora e os de 2009, acrescenta. A Odebrecht acatou as exigências do Estado porque é sua responsabilidade regular o que fez mal, disse Bernardo Enríquez, representante do presidente do Equador, Rafael Correa, no setor elétrico. Os acordos foram assinados na quinta-feira à noite, após Correa ter exigido resultados. Ainda restam alguns detalhes pendentes, como definir quem fará a análise técnica internacional sugerida pela empresa brasileira, para que, através de uma auditoria, se estabeleçam os graus de responsabilidade da construtora na central de San Francisco. O Estado está disposto a que o caso seja submetido a um observador o...

"Que venha uma comissão ou técnicos internacionais e revise o que quiserem, pois aqui o único prejudicado foi o Estado", disse Alfredo Vera, secretário Anticorrupção.

A empresa brasileira é investigada por Vera e pela Promotoria do Equador depois que técnicos equatorianos detectaram erros estruturais na hidrelétrica de San Francisco, situada na Amazônia equatoriana, construída por essa firma.

O Governo deu a Odebrecht até 4 de outubro para que conserte os danos na usina hidrelétrica fechada desde 6 de junho, um ano depois que a brasileira fez a entrega formal da obra. EFE sm/db

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