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Economista do Bradesco projeta expansão de 6,4% para o PIB brasileiro neste ano

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro terá em 2010 o terceiro maior crescimento entre as 30 maiores economias do mundo. Segundo Octavio de Barros, diretor de Pesquisa Macroeconômica do Bradesco, o Brasil deverá crescer 6,4% neste ano, “podendo chegar a 7%”.

Falando a uma plateia de investidores internacionais no evento Brazil Internacional Summit, organizado pela Terrapinn, nesta terça-feira, em São Paulo, Barros destacou que a taxa é “acima do que podemos crescer”. Nas projeções do economista, o crescimento sustentável do PIB está na casa dos 4,7%. “Poderia crescer mais, mas somos céticos com relação ao apetite por reformas.”

Segundo projeções do banco, o PIB brasileiro deve crescer 2,2% no primeiro trimestre de 2010, frente aos três últimos meses do ano passado, e 8% na comparação com igual período de 2009.

Octavio de Barros destacou o bom momento da economia brasileira e elencou uma série de indicadores que apontam para níveis pré-crise, tais como crescimento do varejo, confiança do consumidor, mercado de trabalho e crédito bancário.

Inflação e juros

Apesar de ressaltar os números positivos da economia, Octavio de Barros fez um alerta com relação aos índices de inflação: “é motivo de preocupação”. O economista apontou que o núcleo dos índices aponta para inflação acima de 6% neste ano e na casa dos 4,9% para 2011.

“Se o Banco Central não agir prontamente, o IPCA pode ir além dos 5,1% atuais”, disse. Barros acredita que a política monetária será apertada, com alta de 0,75 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que começa hoje. Amanhã, o Copom anunciará os rumos da taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 8,75% ao ano.

Eleições

Segundo Barros, as eleições presidenciais não afetarão o ambiente de negócios no Brasil neste ano. "Os negócios vão passar ao largo das eleições. Para o investidor externo é irrelevante quem vai ganhar a eleição de outubro", disse.

O economista afirma que o mercado vai apresentar certa volatilidade durante a campanha eleitoral, mas os impactos não serão fortes, dado o amadurecimento institucional do País.

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