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OCDE vê recessão longa e mais 8 mi de desempregados

As economias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) devem registrar retração de 0,4% em 2009, conforme relatório divulgado hoje em Paris. O cenário é bem pior do que o esperado pela entidade anteriormente, quando previa alta de 1,7% do PIB das 30 nações que formam a organização.

Agência Estado |

 

"Muitas economias da OCDE já entraram ou estão à beira de uma prolongada recessão de magnitude não vista desde o início da década de 1980", diz a organização.

Conforme a entidade, a economia dos Estados Unidos terá queda de 0,9% no próximo ano, enquanto o Japão (-0,1%) e a zona do euro (-0,6%) também registrarão desempenhos negativos.

O resultado é que o número de desempregados na área pode se elevar em 8 milhões nos próximos dois anos, dos atuais 34 milhões para 42 milhões. A inflação não só deve ceder como alguns países enfrentam o risco, ainda que pequeno, de deflação.

A OCDE destaca que o relatório sobre as perspectivas econômicas divulgado hoje representa uma significativa revisão para baixo na comparação com poucos meses atrás - o documento anterior foi divulgado em junho. "A turbulência financeira que emergiu nos Estados Unidos em meados de 2007 passou a incluir instituições não financeiras e rapidamente se espalhou para o resto do mundo", diz o relatório.

Para a organização, a resposta política rápida para restaurar a confiança e estimular a liquidez parece ter limitado o período de pânico de maneira bem-sucedida. Mas a necessidade de menor alavancagem nas instituições permanece.

Nesse cenário, os principais países de fora da OCDE, como o Brasil, também estão desacelerando em razão do efeito combinado do aperto de crédito, da demanda mais fraca das nações desenvolvidas e da queda das commodities. No entanto, nesses casos, a desaceleração ocorre a partir de níveis elevados de crescimento.

A OCDE avalia que são necessários novos estímulos macroeconômicos para impedir uma desaceleração ainda mais profunda. "Em tempos de normalidade, é a política monetária, e não a fiscal, que deve ser o instrumento escolhido para a estabilização macroeconômica", diz o relatório. "Mas este não é um período de normalidade."

Para a organização, a situação de extremo estresse financeiro enfraqueceu o mecanismo de transmissão monetária e, além disso, alguns países têm pouco espaço para reduções de juros.

A OCDE é formada por 30 países. São eles: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Eslováquia, Suécia, Suíça e Turquia.

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